“O” Google ou “a” Google?

Nós no Google

 

Ontem fizemos nosso tour no (na?) Google. Até tarde da noite ainda estávamos sob o impacto da visita. Tudo que já se falou sobre essa empresa ainda é pouco quando se anda pelos seus corredores e se conversa com um funcionário de lá, no caso o meu filho. Vamos por parte.

Em Nova York a (o?) Google ocupa alguns andares de um prédio na 18o. avenida, em pleno Chelsea. Assim, para você entrar tem que se identificar duas vezes: uma para entrar no prédio, outra pra entra lá. E quando você entra se depara logo com uma cafeteria, uma estante enorme com milhões de peças de Lego, mesas para montar Legos e puzzles e um estacionamento de patinetes. Primeiro impacto: não havia barulho, não havia agito. Algumas poucas pessoas preparavam calma e sileciosamente seu café expresso. O silencio era tanto que naturalmente começamos a falar sussurando. 

cafeteria
A cafeteria da entrada

O espaço é super bem arranjado. As cores primárias que compõem o nome da empresa estão nas paredes, separando seções. Por todo lugar há bolas de Pilates, quadros com os principais “doodles”  (que são aquelas adaptações da logomarca para datas comemorativas ou alusivas a algo), poltronas, mesinhas com abajour convidando a sentar. Os espaços de trabalho dos engenheiros estão arrumados de acordo com o gosto de cada um, mas eu imaginava que fosse uma coisa muito mais, digamos, louca, assim tipo, cada um arrumando de maneira mais criativa. Não, não é assim. A maioria, inclusive, é decorada apenas com fotos e poucos objetos pessoais. Em quase todos há um squeeze ou uma caneca grande para café. E aqui também o silencio é grande. Como se tivesse um cartaz advertindo: “silêncio, gênios trabalhando”.

Sim, há os espaços de lazer. Uma enorme sala com mesa de ping-pong, videogames, sinuca, cadeiras de massagem, esteira para correr e outros apetrechos de academia, almofadas, televisões enormes. O que eu imaginava? Que um espaço assim estaria sempre cheio de gente, até porque era hora de almoço, logo as pessoas deveriam estar buscando um lugar para relax. Pois estava vazio assim.

sala de jogos
O salão de jogos

Depois fomos comer. O restaurante principal recebe periodicamente “chefs” de restaurantes novaiorquinos que são convidados a preparar suas especialidades para o pessoal da empresa. Demos sorte e ontem tinha um raviole de lagosta delicioso. Mas as opções do cardápio são imensas: saladas, comida vegetariana, comida caseira, frutos do mar, carnes grelhadas. Você faz seu prato com o que quiser, quantas vezes queira. No restaurante há um simpático espaço ao ar livre, com um vista simplesmente fantática

 

vista do restaurante
Vista desde o terraço do restaurante, com o Empire State imponente

Tomamos café em outra cafeteria e depois fomos conhecer o escritório que funciona em outro prédio vizinho. Trata-se do Chelsea Market, um predio antigo que foi preservado na suas estruturas principais e modernizado no que fazia falta. O escritório é belíssimo, nessa mistura do antigo com o moderno. Nele trabalha o pessoal de vendas. O bom gosto é o mesmo do prédio anterior e o silencio continua. Passamos por várias salas pequenas onde as pessoas conversavam por videoconferencia de frente para um telão de LCD. Depois de entrarmos na sala de lazer usando um escorregador e deixarmos nossas assinaturas em um enorme mural, encerramos nossa visita.

 

 

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