O onze de setembro

Ontem aqui foi dia de reverência. A solenidade no Groud Zero começou as 8 da manhã e vi uma parte pela televisão. Ele fizeram uma coisa bonita: enquanto uma senhora tocava um solo de violino, dupla de pessoas liam os nomes das vítimas. Era assim: cada pessoa lia um conjunto de nomes, uns 20 nomes, e no fim se identificava como parente de uma delas e falava uma frase sobre. Ficou bonito. 

Com toda a crítica que se possa fazer, mesmo sabendo que o governo desse país mata quantidades muito maiores de gente mundo afora, é o governo e não o povo que aqui vive. Eu consigo fazer essa diferença. O governo é sacana, o povo não. Pode até ser ingênuo e manipulável, mas… o que dizer de um povo que dá maioria a Micarla, que elege Maluf e que vota no bispo? Que dizer de um povo que se mobiliza com as mentiras da Veja e da Rede Globo?

Tudo isso prá confessar que me emocionei com a solenidade. Só não chorei porque fiquei com vergonha…

Bem, ontem fomos fazer um passeio de barco ao redor da ilha de Manhattan e o barco passou, claro, bem diante do Groud Zero. O Guia falou, todo mundo fotografou, mas o mais interessante mesmo foi um tripulante do barco, um cara com o maior jeito de povão: ele parou junto a amurada do barco, tirou o boné, ficou em posição reverente durante o tempo que o barco passou. Depois se benzeu e acenou na direção. Botou o boné na cabeça e voltou a fazer o que estava fazendo.

Discretamente, consegui fazer essa foto dele

Reverência

Uma consideração sobre “O onze de setembro”

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