A loja de soutien definitiva de Nova York

Thaisa já tinha me falado há algum tempo sobre a dificuldade de encontrar em Nova York uma loja especializada em sutien, por incrível que pareça. Depois de muito procurar, ela encontrou a Linda’s e hoje ela me levou lá, para uma experiência única que é comprar sutien com quem realmente entende do que está vendendo.

Começa que marcamos hora para sermos atendidas. Não que não pudessemos ir sem isso, mas correríamos o risco de demorar a sermos atendidas. Sim, porque o atendimento é individual e personalizado.

A uma primeira vista é uma loja comum e até pequena

Mas ai voce é convidada a entrar e ir a um vestiário, onde uma senhora (no nosso caso a própria Linda) nos tira medidas e sai em busca dos sutiens que ficariam bem em nós

E ela vai buscar em uma sala imensa, cheia de sutiens e calcinhas!!!! Esse é apenas um ângulo da sala:

E vai nos mostrando o que é um sutien vestir bem, como ajusta-lo ao corpo, o que deve ficar coberto e o que pode aparecer. E a gente a experimentar. E ela a dizer se ficou bom ou não. Mesmo que voce tenha gostado do modelo, ela pode dizer “mas não ficou bom em voce”. E nos tras uma camiseta regata e nos diz para vestir e ai a gente vê como aquele sutien fez toda a diferença. No fim ela diz quais os que ficaram bons e quais o que não ficaram, nos orienta quanto as cores e nos deixa decidir o que levar. Claro que a essas altura eu levei todos. Imaginem que até um sem alças eu comprei!!!!! E voce compra sem pestanejar, porque voce ficou linda com aqueles sutiens, gente! É demais!

E prá completar comprei tambem essa bolsinha linda de carrega-los, porque os que tem espuma não podem ser dobrados e com o dinheirinho que gastei quero que eles durem um bom tempo. Olhem que linda

A Linda’s tem loja online que entrega no Brasil. O endereço é: http://www.lindasonline.com/

Ah, e ela tem tambem maiôs e biquines para todos os tamanhos inclusive para as “plus sizes“, como eu. Na próxima vez vou dar uma olhada neles.

Mais um bar de petiscos, o Terroir

Estava pensando nesse estilo de bar que tem aqui, onde se come porçõezinhas deliciosas e bebe-se vinho ou cerveja. E ai me dei conta que essa é a versão americana para o boteco e seus petiscos, onde se come coisinhas deliciosas e se bebe. E não só vinho e cerveja, mas sobretudo cerveja. A diferença, é claro, está no clima, que no nosso boteco é muito mais animado.

Ontem fomos conhecer mais um desses bares, o Terroir. Mas a característica marcante dele é, sem dúvida, o cardápio. Não o que servem, mas o cardápio em si: um fichário com não menos do que 30 páginas, com páginas e páginas de descrição e explicação sobre os vinhos que servem. E o grande destaque entre os vinhos está para o Riesling. Não sei porque. É tanto que terminamos pedindo um, que nem era essas coisas toda. Para o meu gosto, muito doce.

Mas havia paginas e páginas contando sobre uma bebida chamada mead, que ela era uma bebida ancestral, que os celtas já bebiam, que Platão a adorava, enfim, tivemos que tomar pelo menos um cálice do tal hidromel. E é uma delicia!!!! Então, se forem no Terroir esqueçam o Riesling, mas não deixem de experimentar o mead. Vale a pena.

Outra coisa que me chamou a atenção é onde eles servem a água. Não sei se já disse que SEMPRE se serve água em todos os bares e restaurantes. Mesmo que voce não peça, a primeira coisa a chegar à mesa é sempre água.

Pois no Terroir eles servem a água em uns potinhos de vidro, parecido com aqueles que vem com geleia ou molho e que parece que só fizeram retirar a tampa, lavar e colocar a água. Achei estranho, mas Thaisa me disse que é a maior moda por aqui. Vá entender.

 

O Deva Spa no Soho

E estavamos andando pelo Soho quando de repente me deparo com o Deva Spa. Para quem não tem cabelos cacheados devo explicar que Deva é a mais importante marca de produtos para nossos cabelos. Uso sempre. Já estive no salão deles em São Paulo e vale realmente a fama que tem. A história é que o Deva Concepts começou aqui em Nova York, quando um cabeleireiro brasileiro (não me lembro o nome) começou a se interessar pelas curls girls e abriu um salão e criou produtos e ficou famoso. Olha só o tamanho do Studio dele aqui, que fica na Broome St. com a Crosby, em pleno Soho.

Fiquei morrendo de vontade de ir lá, mas estava fechado. Ainda bem, porque pela aparencia qualquer coisa deve custar os olhos da cara. É chic demais!

O Hudson River Park

Semana passada visitamos o enorme parque que margeia o Rio East, ontem fomos para o lado oeste e visitamos o Hudson River Park. Apesar de menos largo que o do Rio East, o parque do Hudson é maior e mais organizado e limpo. A visão de New Jersey do outro lado é muito legal. Tão próximo que parece mais perto que Niteroi do Rio. Ouso dizer que na altura em que estávamos o Rio Hudson é mais estreito do que o Potengi.

 

O Parque tem uma entradas  rio a dentro com parquinhos para crianças, bancos, gramados.

Impressiona a quantidade de parques que tem essa cidade. Quando penso que em Natal só dispomos de … quantos parques mesmo tem Natal? Conheço o Parque das Dunas, qual mais? Aquele espaço enorme na margem da Av. Roberto Freire, ótimo para um grande parque, é usado somente pelo povo do aeromodelismo. E não é um espaço para atividade pública. No mais são os milicos dando uns tirinho vez ou outra. E o povo se conforma em ficar correndo no calçadão, achando o máximo aquele lugar barulhento e poluído. Sei não.

O High Line Park

Claro que todo mundo já ouviu falar que eles pegaram uma estrada de ferro que passava por um viaduto no meio da cidade, desativaram e transformaram a via ferrea em um grande parque. É a High Line Elevated Park, que segue mais ou menos paralela à 10a. Avenida e vai da rua 32 até a rua Gansevoort.

Ontem estava super cheio de gente, mas é lugar muito agradável, um verdadeiro parque  com bancos, espaços para descansar, bebedouros, jardins, lachonetes e uma bela vista da cidade. Para subir voce pode optar por escadas, rampas ou por elevadores panoramicos legais.

Mas o melhor mesmo é a idéia de aproveitar um viaduto sem função. Ao invés de derruba-lo ou deixar se degradando, transforma-lo em um equipamento de lazer público, bonito e bem cuidado. Virou “point” e as pessoas vão prá lá conversar, andar ou simplesmente fazer nada.

Já pensou o “minhocão” de São Paulo transformado em um negócio assim, heim? Fica a idéia, viu, Haddad?

A Feira da Union Square

É engraçado a gente comparar coisas que acontece aqui com a maneira como as mesmas coisas acontecem no Brasil. No dia que fui à praia em Coney Island, achei muito esquisita aquela praia asséptica, com o povo vestido para frio, passeando na calçada e ninguem na areia nem no mar. Nada a ver com as nossas praias nordestinas.

Ai ontem fomos a uma feira aqui perto, na Union Square e fiquei encantada. Enquanto não quero uma praia daquelas, queria muuuuuuuuuito uma feira como essa na minha cidade. Pra começar é limpa, não tem lixo no chão, folha descascada, feirante gritando. O povo que vende é, geralmente, o próprio produtor/fazendeiro e os produtos são ecologicamente corretos. Existem as barracas de frutas, de queijos, de flores, de iogurtes, de pães. Como é um feira em uma região classe media alta, os produtos são diferenciados, todos ecologicamente corretos. E coisas para voce ficar comendo com os olhos, de tão lindas.

Mas a minha maior felicidade foi me deparar com uma barraca de lã! Lã pura, merino da melhor qualidade, com tingimento natural, lindas!!!!! Eu quase enlouqueço. Os preços variam de 38 a 16 dolares a meada, sendo que as mais caras são as mais grossas. Mas as cores são lindas. Olha a foto que Daniel fez

Por outros angulos, em fotos minhas

Ontem a feira tinha tambem umas barracas com coisas crafts, bijouteria fina, xales e echarpes feitas em teares, chapeus, enfim, coisas que só me deixaram mais louca.

Bom, felizmente só fui me deparar com ela ontem, porque se não eu teria torrado todos os meus minguados dolares.

Agora, voces imaginem a categoria de uma feira que até site tem: http://www.grownyc.org/unionsquaregreenmarket

Williamsburg, Brooklyn

Desde a última vez que estive aqui que eu queria voltar ao Brooklyn. Todo mundo tá sabendo que o Brooklin agora é o que há. Lugar para onde se mudaram artistas, intelectuais e tudo quando é gente hipster, com bares e restaurantes interessantes.

De todo Brooklin a referencia é a Bedford Avenue, na região de Williamsburg. É uma avenida enorme, que praticamente cruza todo o Brooklyn, mas a região mais interessante fica entre as ruas 12, no McCaren Park e a 5, mais ao sul. Esse trecho é um agito só. Bares, restaurantes, inumeros brechós interessantes e outras lojinhas pequenas e simpaticas. O movimento de gente é intenso. E gente jovem, bonita, bem vestida.

Os predio de madeira da Bedford

Além disso, se se caminha para o lado do rio East, chega-se a um parque estadual que tem uma vista privilegiada de Manhattan.

Pra terminar o dia tomamos um drip coffee no Blue Bottle, uma cafeteria originalmente de San Francisco e que a única filial que tem em NY é no Brooklyn.

Coney Island

Hoje, dia lindo de sol e um certo calor, fomos a praia. Imaginar uma praia em NY já é esquisito, mais esquisito ainda é ver como é a praia. Me lembrou profundamente as estórias em quadrinhos que eu lia quando criança, tipo Luluzinha e Bolinha e aquelas praias com passeio e cerquinha de madeira para chegar na areia. Eu, uma nordestinha acostumada com praia com barracas, cerveja, gente suada e com areia no corpo, me deparo com uma praia onde todos, inclusive eu, estamos de casaco de frio e cachecol. Alem de tudo Coney Island tem um ar profundamente retrô. Nas luminarias que iluminam o passeio, no estilo dos bancos de madeira, na arquitetura da estação de metro, tudo lembra os anos 30, 40, sei lá. Eu acho muito bonito. Hoje estava com pouca gente, mas os meninos me disseram que no verão fica cheio de gente tomando banho de sol e de mar.

 

Olha que linda essa luminária

No final fomos comer um hot dog no Nathan, tradicional, desde 1916, mas um hot dog que não aprovei muito não. Muito cheio de gordura.