A experiência de se hospedar em um B&B

Sempre achei que um Bed and Breakfast fosse uma dessas hospedaria para jovens, com banheiro coletivo, tipo Albergue da Juventude. Como não tenho mais idade para não ter um banheiro só para mim (aliás, acho que nunca tive essa “idade”), os B&B nunca me interessaram. Até buscar hotéis em Catania. A quantidade que encontrei no Booking.com foi enorme. E não eram baratos. Alguns com preços mais altos que hotéis. Um particularmente nos chamou atenção pelas fotos e pelos comentários dos que se hospedaram por lá: o In The Garden. Como se situa na via Etnea, uma das principais de Catania, resolvemos reservar lá.

O problema inicial foi que não havia nenhuma placa ou indicação que aquela casa era um hotel. E quando paramos o taxi, ficamos em dúvida se o endereço era aquele mesmo. Trata-se de uma casa antiga, provavelmente século XIX, com uma decoração muito legal, um jardim gracioso e um moço super simpático (que fala espanhol!) nos recepcionando.

De cara me causou estranheza que ele tenha nos mostrado a cozinha, a sala e somente depois foi que nos mostrou nosso quarto. Claro, deve ser exatamente assim nos B&Bs, mas eu não sabia. O nosso quarto era bastante grande com um piso em mosaico lindo, um papel de parede de florzinhas e uma luminária bem anos 30. Mas o banheiro, apesar de exclusivo, não era dentro do quarto e sim em uma porta bem em frente. E é lindo, lindo!

Mas o que realmente nos causou bastante estranheza – um pouco de ansiedade mesmo – foi que a noite ficávamos sozinha naquele casarão, donas da casa. Ouviamos barulhos no andar superior, que é onde mora a dona, mas nenhuma comunicação. Na verdade nos sentimos meio desamparadas. Se precisássemos de alguma coisa, como fazer? Se faltasse luz, se o banheiro entupisse, se acabasse o papel higiênico, a quem recorrer? Concluimos que apesar da sensação de estar “em casa”, precisamos de uma portaria 24 horas por dia. Afinal somos “anziani”

Merece uma menção especial o moço que nos atendeu. Simpático, gentil, disponível, uma gracinha. Chegava todo dia em torno das 7 e meia da manha, aprontava nosso café e quando retornávamos dos passeios ele já não estava. Mas conversamos muito com ele. Chama-se Simone Maria, o coitado. Na Italia Simone é nome masculino, vejam só. Ele vai estar no Brasil no próximo ano para o Congresso Internacional da Juventude, da Igreja Catolica. Claro que dissemos que tratasse de encontrar outro nome para usar no Brasil porque com aquele ia ter muitos problemas. Explicamos porquê e rimos bastante pensando nas situações possíveis. Foi ótimo tê-lo conhecido e a sua amiga Martina.

Olha o piso do nosso quarto, que lindeza!

2 comentários em “A experiência de se hospedar em um B&B”

  1. Como você sabe, eu acho B&B uma experiência fantástica, bem mais legal do que um hotel. Em geral eles ficam em regiões menos badaladas da cidade (aqui em NYC os hotéis são todos em lugares horrorosos), te dão mais espaço e liberdade pra cozinhar um pouco ou tomar um vinho na varanda…

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    1. Pois é! Nesse sentido achei legal. O chato foi ficarmos sozinhas naquele casarão, duas “véias”, sem outros hospedes e sem referencia, tipo um telefone para chamar se acontecesse algo.

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