De Salta a Cafayate, em busca dos vinhos

Já tínhamos alugado um carro desde o Brasil, para percorrermos calmamente Salta e Jujuy, assim que fomos pega-lo no aeroporto de Salta e de lá rumamos para o sul, para Cafayate. São apenas pouco mais de 180 km, mas nem pense em percorre-los em menos de 4 a 5 horas. Porque a própria viagem já faz parte do passeio. Voce vai se deslumbrar tanto que será impossível passar sem parar algumas vezes.

Saindo de Salta, passamos por alguns “pueblos” que fazem parte da, digamos, grande Salta. Em Coronel Moldes paramos para almoçar em um lugar muito simpático chamado “Posta de las Cabras”, onde traçamos um cabrito ao torrontés. Estava assim mais ou menos. O gosto do torrontés não sentimos. Mas o lugar é legal. E é a última “civilização” antes de entrarmos nos 60 km da Quebrada das Conchas.

Igrejinha em Coronel Moldes

Um parêntesis para falar sobre quebradas. Essa é uma palavra para qual não encontramos consenso. Em uns lugares diz tratar-se de um rio raso e pouco caudaloso, em outro de um vale, em outro de um desfiladeiro. Conto o que vi: montanhas imensas de um lado e do outro, e no meio um riozinho raso tendo nas margens um espaço grande de pedras pequenas, como se fosse um vale. Em alguns lugares as montanhas se aproximam mais do rio, como de fosse um desfiladeiro. Então, para mim o significado de quebrada é a junção disso tudo.

Quebrada das Conchas
Quebrada das Conchas

A Quebrada das Conchas tem esse nome porque se encontrou conchas marinhas nas montanhas e há a hipótese de que o local tenha sido mar ou um imenso lago. E é uma coisa absolutamente majestosa. Para qualquer lado que se olhe, a beleza enche nossos olhos. Nela existem duas formações que é impossível se passar sem parar e visitá-las: a Garganta do Diabo e o Anfiteatro. São lugares especiais, onde percebemos o quanto somos nada diante da imensidão da Natureza.

Garganta do Diabo
Garganta do Diabo
Garganta do Diabo
Garganta do Diabo

 

 

Outra vista da Quebrada das Conchas
Anfiteatro e eu
Anfiteatro e eu

Depois de 60 km sem nenhum vilarejo e por uma estrada absolutamente sinuosa (cuide de olhar a gasolina ainda em Coronel Moldes porque depois só vai encontrar posto em Cafayate!), entra-se em um estrada mais reta e poucos quilometros depois chegamos a Cafayate.

Cafayate é um lugar pequenino, com uma graciosa praça, rodeada de restaurantes, lojinhas de artesanatos, a Igreja de N. S. do Rosário e a “Municipalidad”. O seu grande atrativo são as bodegas de vinho. Aqui, diferente do que vi em Sonoma, na California, não se precisa ir aos vinhedos para se ter degustação dos vinhos. Nas bodegas há degustações e são quase todas elas dentro da cidade, ou a alguns poucos metros. Vizinho ao nosso hotel tinha a bodega Nanni, que faz um vinho orgânico, tanto Malbec quanto Torrotés, maravilhoso. Do outro lado da rua estava a El Povenir. Visitamos a El Esterco e a Etchart, que ficam fora do centro. Provamos ainda vinhos artesanais, os chamados “vinhos butique”. Referencia especial ao vinhos brancos de colheita tardia, mais suaves, próprios para se tomar como aperitivo ou sobremesa, ou simplesmente bebe-lo bem frio em um final de tarde. O recomendado é acompanha-lo com damascos secos. É o must.

Essa é em homenagem a quem nunca mais veremos
Essa é em homenagem a quem nunca mais veremos

E quando estávamos de volta de Cafayate, paramos para ver passar essas coisinhas maravilhosamente fofas, que pousaram para nós.

Uma delas quase não nos deixa passar e por pouco não a colocamos no carro e levamos pra casa.

3 comentários em “De Salta a Cafayate, em busca dos vinhos”

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