Luxemburgo em um dia de muita chuva

Nosso segundo dia em Luxemburgo choveu copiosamente. Olhamos por céu, desoladas, mas como somos brasileiras e não desistimos nunca, pusemos nossas botas, abrimos nossas sobrinhas e encaramos o aguaceiro com bom humor.

Havíamos planejado conhecer a cidade baixa, o bairro de Grund, com suas casinhas iguais e parecida com uma cidade saída de contos antigos. Descemos por uma rua íngreme que fica ao final da Rue Gare.

Alzette

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por uns momento lembrou Santa Teresa/RJ, com casas de um lado e uma grande inclinação do outro, de onde se tem uma visão legal do rio Alzette. No dia anterior tinhamos visto esse mesmo rio, mas da cidade alta. O lugar é muito bonito. No final da ladeira há um enorme parque, que a chuva não nos deu ânimo para conhecer, mas várias pessoas passaram por nós fazendo caminhadas ou corridas.

Grund

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E nos bateu vontade de tomar um café. Uma casinha lindinha, com gerânios na janela e na estrada, nos apareceu com a placa “Café”. Entramos e vimos a televisão ligada em um canal que falava português. E mais uma vez falamos com os patrícios, que tem um lugar mal arrumado, desconfortável e nem um pouco acolhedor, apesar dos gerânios na janela. Em compensação conhecemos Simba, o cachorro dos portugueses, que se apaixonou por mim e ficou subindo no meu braço.

simba2

Mas, o mais interessante deste lado da cidade é poder admirar o que resta da grande muralha que no século 12 protegeu a cidade dos ataques estrangeiros. Estando na cidade alta não se tem ideia que ela é praticamente construída em cima de uma muralha. É realmente impressionante vê-la de baixo. É uma montanha de rocha vermelha, cuja base praticamente encontra o rio, que corre aos seus pés. Em uma das margens há mais vestígios da fortaleza, com informações históricas em francês, alemão e luxemburguês. Claro que não entendemos quase nada, mas achamos lindo.

muralha

 

Mais interessante ainda de se observar são o que eles chamam de casamatas, grandes túneis escavado na rocha da muralha, onde as pessoas se refugiaram durante os ataques da Primeira Grande Guerra. Voce olha de baixo e vê buracos, como entradas, na rocha, que eram as entradas das casamatas. Hoje em dia elas podem ser visitadas, mas como a recomendação é de que quem tem claustrofobia não deve ir, eu nem cogitei me aventurar. Com certeza Bernadete iria se não estivesse chovendo forte.

muralha2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nós já estávamos molhadas, cansadas e com fome, quando descobrimos que não precisávamos subir ladeira de volta. Uffffffa! Há um elevador na margem direita do rio, que nos deixou muito próximo da Catedral de Notre Dame. E, enquanto ouvíamos canto gregoriano, descansamos.

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