Pueblos Blancos, Ronda

Não, nós não estávamos com saudade das escadas e ladeiras de Positano. Mas, não teve jeito. Depois de uma Córdoba bem retinha, tivemos que encarar as escadas e ladeiras de Ronda. Primeiro porque nosso hotel fica na parte mais baixa, junto à Ponte Árabe e os Banhos Árabes, cujo acesso ao centro se dá por 60 degraus (contadinhos) e mais umas 4 ladeiras de pedrinhas simpáticas, mas estafantes. Nesse percurso vemos as 3 pontes que dão fama ao lugar: a árabe, a “viejo” e a “nuevo” (lembrando que ponte é uma palavra masculina em espanhol). Embaixo dessa pontes está uma espécie de garganta ou cânion, que em espanhol se chama “tajo”, com o rio Guadelevín passando bem abaixo. É uma coisa linda de ser ver. A cidade foi toda construída entre essas duas partes do desfiladeiro, que é todo seu encanto.

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A cidade tem ainda muita construção árabe. A melhor preservada é a Casa do Rey Moro, porque ao longo do tempo foi sofrendo restaurações (e modificações). O acesso a ela é feito pelo Arco de Felipe, monumento feito quando se construiu a Ponte velha e se precisava dar uma melhor imagem à entrada da cidade.

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Outra atração da cidade é sua Plaza de Toros. Passamos perto, mas não quisemos entrar. Somos contra essa prática bestial. Seguimos batendo perna e nos deparamos com um “Museo do Peinado”. Eita, vamos lá, quem sabe não aprendemos sobre os penteados da época moura por aqui. Fomos. Era o Museu Joaquim Peinado, um senhor rondeño que gostava de artes. Também nos chamou atenção o Museu do Bandolero, aí sim, com um significado semelhante ao nosso, bandolero era o assaltante dos viajantes pelos caminhos das montanhas, e aqui na Andalusia era um dos lugares onde eram mais frequentes. Porque existe um museu dedicado a eles, não me perguntem.

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Ronda é uma cidade cercada por plantações de oliveiras e por vinhedos. Existem passeios às bodegas, mas nosso tempo escasso não permitiu faze-los. O que não nos impediu de tomar bons vinhos rondeños, do qual destacamos a bodega Chinchilla, com vinhos muito legais. Também se pode comer “bocadillos” (sanduíches) de jamón ibérico ou serrano. Aprendemos a diferença: o ibérico é o “pata negra”, de melhor sabor e qualidade que o serrano. E mais caro, claro. Mesmo assim, um sanduíche, em um pão grande, de jamón ibérico sai por 6 euros. Se você compra uma garrafa de vinho por 8, está com seu jantar garantido.

Assim é Ronda, uma cidade pequena (cerca de 40 mil habitantes), mas muito peculiar, bonita, limpa e, claro, branca.

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