Setenil de las Bodegas, dá prá não ir?

Pois! Um nome desses é um convite à visita, né não? Mesmo que por aqui o termo “bodega”tenha um significado diferente do nosso, no nordeste, quando a gente ouve (ou lê), fica sempre a impressão que vamos entrar em uma cidade onde impera a esbórnia. Porque bodega também é (no nosso sentido) um lugar onde se vende bebida barata, além de secos e molhados.

Setenil de las bodegas é uma cidade única. Nunca tinha visto algo assim. Enquanto que Ronda foi construída em cima dos penhascos, Setenil foi construída embrenhada neles. Pense numa coisa estranha e assustadora. As pedras se projetam nos tetos das casas, suas paredes do fundo são de pedra. Aff, é bonito, mas… E quando chove, como fica? A água entrando pela pedra porosa não arrisca cair? Sei não…

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Fomos num bate-volta, saindo de Ronda, de ônibus comum que custou 1,81 euros por cada passagem. Foram algo como 30, 35 minutos, passando por outros “pueblocitos”, brancos e lindos. Na volta o ônibus não passou (parece que por ser época de feriados os horários não são rigorosamente cumpridos) e tomamos um taxi, que nos custou 28 euros.

A cidade, por ser em uma montanha, tem também muitas ladeiras. E em cada curva da ladeira era um “ohhhh, que lindo”, “olha essa pedra”, “olha a paisagem”. Deslumbrante. Em uma dessas curvas nos deparamos com a Torre Árabe, uma construção quadrada e não muito alta. Pois dentro agora é uma espécie de museu católico, cheio de coisas de ouro e modelos de roupas usadas nas procissões, com aqueles chapéus bicudos, que lembram a Klu Klux Klan, mas que era usados pelos penitentes. E estandartes da Virgen de la Solitud, com sua cara de angústia e lágrimas caindo. Como sempre, não gosto. E penso que os árabes tampouco.

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Fiquei com curiosidade sobre o nome Setenil, mas, claro! o Google me ajudou. Pra quem está com preguiça de ir lá, copio do Wikipedia e colo aqui uma parte:

“Según la crónica de Bernáldez, la conquista de la villa era fundamental para la corona en su avance hacia Granada, y el sitio de 1407 no proporciona el fruto deseado. Desde ese momento Setenil es considerado casi inexpugnable y puerta fundamental para la reconquista del reino nazarí. Desde los tiempos de Juan II de Castilla hasta el reinado de los Reyes Católicos se producirán siete sitios, de ahí el nombre de la ciudad Septem nihil, siendo el último –21 de septiembre de 1484– el que conduce a la victoria.”

 

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