Sob o sol de Sevilha

E fomos agraciadas pela natureza. O sábado amanheceu radioso. Sol e frio de 17 graus, a combinação mais maravilhosa que um viajante pode esperar. Ou pelo menos a viajante aqui que vos fala.

E sob o sol, Sevilha tem outros ares. E permite que se desfrute com mais tranquilidade sua beleza. Saímos à pé, passeando pelo Parque Maria Luisa, seguindo pela Praça Espanha. A praça é uma imensa construção em semi-arco, com fontes e lagos no meio. E nesse semi-arco existem murais em azulejos de todas as províncias da Espanha, dispostas em ordem alfabética. De modo que se você quiser fotografar alguma cidade em especial, cuide de entrar na praça pelo lado certo. Eu queria fotografar Sevilha e Valência, mas entrei pelo início do alfabeto.

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É tudo muito bonito, mas confesso que, para mim, me parece um excesso de informação visual e estética. É como se quisessem mostrar tudo em um único momento.

Essa característica meio que se repete em outras construções. Um pouco “over” para o meu gosto. Prefiro a riqueza delicada dos detalhes dos mouros.

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As ruas estavam cheias de gente. Impressionantemente cheia de gente. Uma coisa interessante que se observa em toda a Espanha, mas que parece que aqui é mais, é o hábito de se beber em pé, seja no balcão dos bares, seja naquelas mesas altas, com bancos altos, mas que ninguém se senta, todos ficam em pé ao redor dela. Pois com o sol, foi como todos saíssem de suas tocas e fossem para os bares beber cerveja, fumar e conversar. Passamos pela Praça do Salvador e era uma verdadeira muvuca. E no meio de tudo isso, passava, passivamente, uma procissão. Rimos muito.

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E depois nos perdemos pelos becos, mais uma vez. Sevilha é uma cidade grande, com avenidas largas (um chamada de “Paseo de las Delícias”, que me pareceu maravilhoso!), muitos parques e jardins, mas nada como os becos. Sem simetria, sem lógica, bom de se perder. Sevilha é uma cidade ocre. Os prédios tem uma predominância de cor de tijolo, ou marrom ou avermelhado. E ai observamos uma diferença com os becos de Córdoba, que são brancos brancos, com janelas ou portas azuis e vasos azuis com flores.

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Nesses becos há uma mistura de comércio antigo, velhos armarinhos, lojas de chapéu, luvas, e o comércio internacional, como o Rituals, o Lush e a infalível H&M. E, particularmente nesse dia, as ruas estavam absolutamente lotadas de gente. As lojas com “rebajas”, entupidas de gente. Parece que a crise está grande aqui também 😀

E a noite cruzamos a ponte do rio Guadalquivir e fomos conhecer o bairro de Triana, antigo lugar donde viviam os ceramistas e os ciganos, hoje transformado em bairro boêmio, cheio de bares e restaurantes. É um bairro muito bonito, que nos lembrou Trastevere, em Roma.

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