Chegando a Saigon

Depois de um pernoite  em Dubai, seguimos por mais 7 horas até Ho Chi Minh. Claro que de Dubai não vimos nada, a não ser o aeroporto que um legítimo monumento à ostentação. Por mais ricos que aqueles xeiques sejam, aquilo lá é pra ostentar mesmo. Um horror enorme de aço, espelhos, pé direito altíssimo e mal gosto. Você olha prum lado tem uma água escorrendo de uma parece, que eles querem fazer parecer uma cascata, olha pro outro tem uma “floresta” de árvores artificiais. Gente, o que é aquilo. O cara que me atendeu na imigração tinha um relógio que eu por pouco não pedi pra tirar uma foto. Uma chapuleta enorme, dourada e rosa (juro!) que se via a metros de distância. Enfim, mais uma cidade marcada pra nunca voltar.

Chegamos a Ho (ou eu chamo Ho ou Saigon, porque o nome todo cansa. Acho que Ho cria uma certa intimidade), 8 horas da noite, mas os trâmites para conseguir o visto fez com que só chegássemos no hotel as 10. No percurso de meia hora do aeroporto ao hotel já fui me enamorando de Ho. Uma cidade normal, com gente nas ruas, um número absolutamente impressionante de motos, lojas de flores vizinho a consertos de motos, enfim, depois do artificialismo de Dubai, nada como reencontrar a naturalidade das coisas. O nosso hotel (New World Hotel) fica em frente a uma praça simpaticíssima é que Dete logo identificou como uma cidade muito parecida com João Pessoa, mas com coisas muito peculiares, como preparar a comida no meio da calçada. É estranho, pra dizer o mínimo.

  
Por onde passamos as bandeiras do Partido Comunista e do país (aquela bandeira linda, vermelha com um estrela amarela no centro) estavam em toda parte. Alguns cartazes são bem naquele estilo do realismo socialista que se via no antiga URSS. Pena que a gente não consiga entender nada do que está escrito. 

  
E fomos fazer câmbio de moeda. Trocamos 100 dólares por 2.226.000 dongs, a moeda local. É isso mesmo que você está lendo. Dois milhões e tanto. Os preços das coisas têm tanto zero, que eu fico maluquinha. Até porque só sei dizer em inglês até mil. Fomos comprar um troço lá e a moça disse “Two hundred thousand”, e quem disse que eu sabia o que era?

Bom, depois conto de nosso passeio de barco pelo rio Merkong.

3 comentários em “Chegando a Saigon”

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