Saigon, a cidade das scooters

É impressionante, a cidade de Saigon tem 9 milhões de habitantes e 7 milhões de motos. A primeira vez que vi a multidão de motos pensei que era uma manifestação contra ou a favor de alguma coisa. Que nada, é assim o tempo todo, em todo canto. E o mais interessante é o trânsito. Quase não há semáforos, as faixas de pedestres são somente decorativas, como nos disse o guia logo no primeiro dia, e não há nenhum acidente! Todo mundo cruza prum lado, pro outro, para no meio do cruzamento, espera o pedestre passar, tudo na santa paz. 

  

Saigon é uma cidade sem uma arquitetura definida, em parte pelas inúmeras colonizações, em parte porque está livre e independente há pouca mais de 20 anos. Sim, porque depois que terminou a guerra com os EUA, eles começaram outra guerra com o Camboja, que foi de 1975 a 1989. Então ainda é muito precária, apesar de ter uma economia completamente aberta ao capital estrangeiro, ao ponto de ser chamada de “capitalismo vermelho”. Há um presidente decorativo porque quem manda mesmo é o secretário geral do Partido Comunista. Mas é possível encontrar, junto às torres de vidro e aço, construções do tempo colonial francês muito bonitas.

O povo é uma gracinha. Pequenos, magrinhos e extremamente gentis. E eu não sei como podem ser tão magrinhos, porque o café da manhã é um absurdo. Tem sopas, arroz de vários modelos, verduras, carnes, peixes, além das coisas ocidentais de todos os hotéis internacionais. O café da manhã é, não um pequeno almoço como dizem os portugueses, mas um grande almoço. E eles comem mesmo. Prato de trabalhador. 

Desde o aeroporto de Saigon começamos a ver pessoas com máscaras tipo cirúrgicas no rosto. E ficamos especulando: estão gripados? Tem poluição? Depois observamos que a coisa faz parte da vestimenta, principalmente das mulheres. Mas vai mais além, elas não somente cobrem o nariz, mas usam luvas, mangas compridas, meias grossas. Às vezes o troco que cobre o nariz tem um pedaço que desce e cobre o pescoço. E aí descobrimos: elas não querem tomar sol, ser branquela é o maior valor de beleza. Agora imaginem um calor de 30 graus, um sol abafado, e aquelas mulheres todas empacotadas! Só em olhar o calor aumenta.

  
 

experimentei uma pra ver se conseguia respirar. não consegue.
 

A cidade é cheia de parques. Nosso hotel ficava em frente a um deles e foi delicioso ver logo cedo, de manhã, um monte de gente fazendo ginástica lá. Não era correndo, nem caminhando, era fazendo ginástica ou dançando. Interessantíssimo! Em grupos, sozinhos, em duplas, não importa. 

  
  

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