Hanoi, capital do Vietnam

Hanoi foi sempre capital. Quando era Indochina, quando era Vietnam do Norte e depois da reunificação. No entanto tem a segunda população, sendo Saigon a primeira. Talvez por essas coisas todas, Hanoi tenha me parecido mais tranquila, ou melhor dizendo, menos agitada. Aqui também a quantidade de motos é imensa, naquela proporção maluca de quase uma moto para cada habitante.
Um dos nossos passeio foi visitar o mausoléu de Ho Chi Minh. Filas tão imensas que não nos atrevemos, mas há parques ao redor, o palácio da época dos franceses e as casas onde viveu Ho. Ele não quis morar no palácio e resolveu viver na casa de um eletricista, que – oh coincidência! – é do lado do palácio. Depois mudou-se para uma casa de arquitetura vietnamita, também nos jardins do palácio, para a qual ele não quis nenhum luxo, apenas que tivesse um quarto para si, e outro para seu general. Como ele nunca se casou… Sei não…

  
Brincadeiras à parte, o Ho é simplesmente venerado por aqui. Há tantas histórias sobre o seu desprendimento, seu amor pelo país, sua formação europeia, que a gente pensa que é quase um santo.

A quase totalidade dos visitantes é de nativos, ou de orientais, já que para nós é quase impossível distinguir, apesar de nosso guia ter nos mostrado algumas diferenças que depois eu conto.
Basicamente a cidade é dividida em uma parte antiga, onde está o comércio popular, e o bairro francês, com avenidas largas e construções bonitas, hotéis e lojas alinhadas. Mas bom mesmo é o popular. Comércio, lugar de comer, lugar de consertar moto, de vender eletrodomésticos, tudo junto e misturado. Mas o que mais me chamou atenção foram as calçadas. Calçadas são lugares para: estacionar moto, vender comida com banquinhos baixinhos pro povo sentar, consertar motos, soldar tubos (que não sei pra que servem), enfim, serve para qualquer coisa, menos para se andar. O povo anda pelo meio da rua, disputando espaço com as motos, os carros e os triciclos. E se você está sentada no triciclo, você sente a emoção de estar no meio do trânsito. Divertidíssimo. Teve momento que fechei os olhos esperando a batida. Mas é impressionante que não há acidentes. Parece haver um acordo telepático entre eles que dá tudo certinho.

Um outro lugar bastante bonito é o Templo da Literatura, que é um conjunto de parques em sequência, dedicado ao resgate do idioma original vietnamita, antes que os franceses os obrigassem a usar o alfabeto ocidental. Há também homenagens aos grades poetas e escritores. E o último dos parques é um templo a Confúcio, onde também vimos oferendas as mais diversas. Na foto abaixo, a bandeira colorida é a original do Vietnam, antes do regime comunista. Ela tem as bordas recortadas para dar a impressão de movimento mesmo quando não há vento.

  
  
Mas, o mais interessante nesse parque é que ele é usado como espaço para fotos dos recém graduados, seja do secundário, seja das universidades. É muito engraçado. As meninas posado com sua becas ou com suas melhores roupas, cada uma mais lindinha só que a outra.

  

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