Bangkok, a Veneza asiática

A cidade de Bangkok é cheia de canais. Segundo consta ela já teve mais de 200, mas com aterros, hoje sobraram pouco mais de 60. E um passeio muito interessante é tomar um barco e passear por eles, onde se tem uma visão da “Bangkok profunda”.

Contratamos um barco a motor, pequeno, que coubesse nosso grupo e saímos no final da tarde, coisa de 17 hs. O passeio começa pelo rio Chao Phraya e depois se embrenha pelos canais, as vezes passando por lugares bastante estreitos, outras vezes tendo que esperar o movimento das comportas. Os canais não são limpos e é possível ver o acúmulo de sujeira nas margens.

Mas ai se vê uma realidade perturbadora e, mais uma vez, o contraste das condições de vida. Encontramos muitas casas de madeira sobre palafitas, pobres, muito pobres. Mas observamos também casas de tijolo, arrumadinhas, bonitinhas. As pessoas nas portas ou nos gramados invariavelmente nos acenavam e sorriam.

Mas o que mais incomodou mesmo foi ver os mosteiros e templos budistas ao longo dos canais. Encontramos no nosso percurso de 40 minutos, pelo menos uns cinco. Todos muito dourados, muito ostensivos, muito destoante do que havia em volta. E nos perguntamos por que isso tudo. Será que Buda, que pregava uma vida despojada, estaria de acordo com aquele ouro todo?

Ao final do passeio, ficamos em um lugar chamado Asiatique, uma espécie de Puerto Madero, com restaurantes finos, lojas, bares, sorveterias. Jantamos ali e fizemos um “fish spa”, com peixinhos mordiscando nossos pés e pernas. Delicia!

 

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