Em New York City por um tempo

Estou em Nova York. Apesar da situação política do meu país, da iminência de um golpe de estado contra uma presidenta honesta e legitimamente eleita, tive que vir. Há mais de um ano venho planejando passar uns tempos por aqui, com meu filho e minha nora, e aproveitar para estudar inglês. Aluguei apartamento, matriculei-me no curso e vim e aqui estou.

Minha idéia é ir contando como será essa experiência de viver por aqui, morando sozinha e voltando a ser estudante, nessa minha idade provecta (nem tanto, nem tanto… hehehehe).

Primeiro quero dizer que estou no Brooklin. Por 4 dias na casa de meus filhos e a partir de sábado, na minha própria casa. E dizer que estou no Brooklin significa dizer estar no melhor lugar de NYC, sem sombra de dúvidas. O Brooklin, ou pelo menos o Park Slope que é a região onde estou, é aquela região que se vê nos filmes, de prediozinhos de tijolo aparente, escadinha com corrimão de ferro na entrada e ruas super arborizadas. Então, em primeiro lugar é uma região linda e tranquila. Depois, tem duas avenidas importantes, a 7a. e a 5a. Na primeira podemos encontrar o típico comércio de bairro: lavanderias, salões de beleza, lugar para fazer unha (nossa, como tem isso por aqui!), supermercado, barbearia e lojinhas com aquele tipo de comércio em que o dono lhe atende, conversa com voce, e lhe deseja “a nice day”. A 5a também tem essas coisas, mas tem muitos restaurantes e bares. Não restaurantes luxuosos ou para novos ricos, mas restaurantes pequenos, charmosos e das mais diversas especialidades, mais para o descolado, vamos dizer assim.

Logo que cheguei tive que providenciar algumas coisas práticas, como um chip americano para meu celular e fazer cópia das chaves. O novo chip foi resolvido me incluindo na conta pós-paga do meu filho, que dá direito a várias linhas e uma velocidade de dados de 6 Giga!!!! Ora, na minha casa no Brasil, a velocidade que a Cabo Telecom me entrega é de 30 Mega, então estou assim embasbacada.

E fui fazer cópia das chaves. Olho pro outro lado da rua e vejo um lugar pequeno que oferece serviço de conserto de sapatos e cópia de chaves. Entro no lugar e me deparo com algo absolutamente caótico. Não tive condição de dar mais que dois passos porque a loja é literalmente entupida de coisa. E tudo bagunçado! Não vejo ninguém, digo um “hello”, e aparece do meio dos “escombros” uma cabeça me respondendo. Peço as cópias das chaves, olho ao redor não acreditando no que vejo e quando vou me sentar (numa cadeira que avistei por acaso), o cara já me entrega as cópias prontas. Me pergunta de onde sou e quando digo ele desanda a falar, e eu só entendo quando, no meio da frase, ele diz “Dilma Rousseff”. E ai, feito uma idiota oligofrênica, fico balançando a cabeça, dizendo que ela é muito boa presidente. Ele ainda pergunta se é melhor que Lula, vejam só! E o cara é tão bem informado sobre o Brasil que me perguntou sobre o acidente de avião que matou um candidato a presidente! Claro que eu não entendi a frase toda, mas pelos pedaços que entendi, acho que foi isso que ele perguntou. No final perguntei de onde ele era e ele me disse: “russian”. Ahá!

Não podia deixar de pedir permissão para uma foto, que saiu meio fora de foco, mas dá uma ideia daquela bagunça.

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2 comentários em “Em New York City por um tempo”

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