NYC: Cadê a primavera?

Desde que cheguei que o tempo anda carregado, quilômetros de nuvens, dias brancos, às vezes chuvona, às vezes chuvisco. Não que eu ache muito ruim, porque ainda trago a luz do sol do meu país nos olhos, mas, me disseram que eu precisava trazer somente um casaquinho, que a temperatura iria girar em torno do 14 graus, etc., etc. Tem feito 9 graus! Resultado? Para meu grande pesar, tive que sair pra comprar um casaco, coisa que, como todos que me conhecem sabem, detesto. SQN! 🙂

E comprei um lindo casaco amarelo limão siciliano, daqueles de nylon, mas não dos que a gente fica parecida com pneus Michelin, e sim dos que tem quadrados, que dá uma arrumada melhor no corpitcho. Uma coisa que nunca compreendo completamente é porque as pessoas se vestem de preto ou cinza no inverno. Você sai a rua e não vê cor. Já não bastam os dias penumbrosos e ainda mais vestindo preto?! Por isso amei meu casaco. Mas… quando fui pegar minha sombrinha, vi que tinha trazido a de cor laranja neon, e ai pensei que, com um casaco limão siciliano, uma sombrinha laranja neon e meu cabelos vermelho cobre, eu ia estar parecendo quase um semáforo. Mesmo não entendendo os tons escuros do inverno, achei que era demais. Pedi uma sobrinha emprestada, foi o jeito. Olha como ele é lindo!

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Por enquanto tenho batido perna por aqui. Me mudo pra minha casa hoje a tarde e minhas aulas começam segunda-feira, por isso ainda estou ao léu. E vou vendo, revendo e aprendendo coisas.

Algumas são verdadeiros rituais aos quais não estamos acostumadas no nosso país. Por exemplo:

Em um restaurante, quer voce peça ou não, a primeira coisa que eles fazem é trazer um copo grande de agua fresquinha. Legal, né?

E ai tem o ritual da pedida ao garçom. Não tem aquela coisa nossa de “trás uma batata frita, duas cervejas e uma carne na brasa”. Nã nã não! Pri-mei-ro o garçom (ou o maitre) lhe entrega o cardápio e se retira. Minutos depois retorna e toma nota DAS BEBIDAS somente. Depois que trás as bebidas é que pergunta se voce já escolheu a comida. E ao invés de você pedir dizendo “eu quero” (I want), você vai dizer “eu tenho” (I have). Não é hilário??

Coisa complicadinha por aqui é a tal “tip”, a gorjeta. Se dá gorjeta para tudo e o cálculo é confuso, sobretudo para pessoas como eu que sou bloqueada para números. Porque a percentagem varia de serviço para serviço. É 15% para umas coisas, 18% (!) para outras. Um horror!

Mas mais chato ainda é não colocarem o imposto no preço das mercadorias. Pode até ter seu lado vantajoso de se saber exatamente quanto se está recolhendo de taxas, mas, pra quem não está acostumado, é estranho. Fui num brechó legal que tem aqui perto e comprei um relógio por 5 dólares. Puxei a nota e entreguei pro cara e ele “um momento que vou calcular a taxa”. E eu fiquei com cara  de tacho… Mas meu relógio de 5 paus é lindo e vou mostrar aqui pra vocês. Percebem que o fundo é de madrepérola?

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Outra coisa legal que revi por aqui é um tipo de perfuminho que se borrifa no vaso sanitário antes de se fazer o número dois. A idéia é retirar o odor do dito cujo, mas vejo também outra função: quando você senta, há emanações de retorno e você também sai com as partes traseiras, por assim dizer, perfumada. Quem imaginaria que se fosse pensar em coisas assim?!!!!! Se você quiser comprar o nome é esse ai. 😀

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5 comentários em “NYC: Cadê a primavera?”

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