NY: começando o curso de inglês

Quando decidi passar uns tempos por aqui, duas coisas eram importantes para mim: não ficar todo o tempo na casa dos meus filhos (além de não encher o saco deles, queria também ter meu espaço próprio) e aproveitar para ver se eu conseguia melhorar meu inglês, que é daquele tipo quebra-galho em viagens, mas que não resiste a uma resposta a um pedido de informação. Tipo, sei até perguntar, mas quando respondem fico com aquela cara de idiota, de boca aberta, sem entender metade do explicado.

Minha idéia era um curso mais light, que não me tomasse muito tempo porque também queria bater perna pela cidade, e que, se possível, não estivesse em uma classe rodeada de adolescentes nerds engraçadinhos. Conversei com uma amiga em Natal, fucei a internet e terminei optando por uma instituição que prometia um programa chamado Club 40+, para pessoas de mais de 40 anos. Achei super legal! Ficaria numa turma onde eu não seria a vovó, talvez a mãe, vai, mas tudo bem. Fantasiei que seria uma classe com adultos que queria realmente aprender inglês e não apenas buscar um certificado que justificasse a imigração. Me matriculei por 4 semanas pra ver o que acontecia.

Hoje foi o primeiro dia. Um dia ainda somente de informações e testes para se saber em que nível me colocaria. Mas, oh surpresa! Não existe turma de inglês para pessoas com 40 anos ou mais. O tal Club 40+ é, na verdade, um programa paralelo ao curso regular, com atividades culturais, visitas a pontos interessantes da cidade, museus, etc. E creio que vou terminar caindo numa turma onde serei a vovó 😦

A escola se situa no décimo andar de um prédio moderno em pleno Distrito Financeiro, perto da Wall Street, na pontinha sul da ilha de Manhattan. Do décimo andar a vista é linda.

vista lsi

Terminada a manhã, com um dia deslumbrante, fui caminhar pela rua, com o mapa do Google no celular, procurando uma estação do metro. Quando me dei conta estava indo pro lado oposto. Sou assim, tenho problemas de direita e esquerda. Mas vi que estou pertinho do Battery Park, um lugar que sempre quis conhecer. De repente vejo uma multidão cercando alguma coisa. Me aproximo e vejo um bando de turista ao redor do touro da Wall street, tirando fotos debaixo do bicho, segurando os testículos do bicho, pegando nos chifres do bicho. Passei longe. Idiota tem em todo canto, aff!

wallstreet

Continuo andando. Olho pro chão e, por coincidência olhem o que vi:

prestes

 

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