Chegando a Islândia

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A Islândia é um país diferente de tudo que conheci até agora, não só por seu clima absolutamente imprevisível, como também por sua arquiteta e sua organização social e política. No idioma original chama-se Íslandi, que significa terra do gelo (sempre imaginei que tinha ver com “isla”), tem um idioma completamente estranho, cheio de consoantes, o que torna o nome dos lugares impronunciáveis. Como diz André, vamos poder dizer que estivemos na Islândia, mas não vamos conseguir dizer onde estivemos. É uma ilha grande, com pouca gente. São pouco mais de 320 mil habitantes, sendo que mais de 120 mil estão em Reykjavik (pronuncia-se “Réykiavike”, com o primeiro “i” quase não pronunciado).

O clima é completamente louco. Chove, faz sol, chuvisca, fica nublado, abre um solzão com céu azul, chove de novo. No inverno acrescenta-se a neve na sequência. Até agora vimos isso em Reykjavik, de modo que, se você tirou uma foto sob céu fechado, pode voltar alguns minutos depois e há chance de tirar a mesma foto com sol e céu azul. Guarda-chuva faz parte do vestiário normal.

A Capital Reykjavik

É uma cidade grande de 200 mil habitantes, o que, se comparado a nossas cidades, é uma cidade pequena, mas é uma cidade graciosa. Obviamente não há um centro histórico uma vez que o processo de urbanização foi bastante tardio. A maioria das casas é de madeira, mas revestidas externamente com chapas de alumínio ondulado, para proteger de vento e frio. E eles as pintam de cores vibrantes!

 

A rua fica muito linda! Me chamou atenção o modelo das casas: quadradas, no máximo dois pisos, janelões imensos de vidro, com um telhado normal, diferente daqueles inclinados que vemos em lugares que neva muito. Mas na orla do mar já se pode ver edifícios de apartamentos, quebrando a paisagem. Assim, prédios mais modernos estão surgindo, e o melhor exemplar atualmente é o Museu da Música, lindo, com fachada de vidro em recortes retangulares.
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Mas o charme mesmo está nas casinhas coloridas onde funcionam lojinhas. São lojinhas de um comércio caro e de extremo bom gosto. As roupas e acessórios de lã, fleece, feltro, são realmente muito bonitas. Da mesma forma que na arquitetura, o interior das lojas também é geralmente clean, despojado. E eu que sempre imaginei que lojas de coisas pra frio fossem sempre meio “cozy”. Os casacos e vestidos são lindos, da vontade de sair comprando, se não morasse eu no calor do Nordeste e se tivesse eu rios de dinheiro. Porque são muuuuito caros.

O ponto turístico mais importância capital é a sua Catedral, bonita mas estranha na sua forma e na absoluta “limpeza” do seu interior. Por ser uma igreja luterana (religião predominante no país), não tem imagens nem nenhum outro tipo de decoração, as paredes são nuas, não fosse um enorme órgão.

 

Esse é um lugar caro. Uma comida barata, tipo um espaguete em um restaurante italiano, não sai por menos de 30 dólares. Uma sopa de noodles custa mais ou menos 20 dólares. Fui olhar o preço de um tênis desses de caminhada que aguentam chuva e custavam quase 280 dólares! É caro ou eu é que sou lisa?

2 comentários em “Chegando a Islândia”

    1. Apesar de errados, os números estão batendo sim. O que quis mostrar foi que a capital abriga a grande maioria da população e naqueles números isso já era visto. Ocorre que essa proporção é, na verdade de dois terços na capital é um terço no resto do país. São 320 mil de população total, sendo quase 220 mil em Reykjavik. A segunda maior cidade da Islândia tem somente 17 mil habitantes.

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