Pelo interior da Islândia: terceiro dia

Em 1784 uma erupção vulcânica matou 20% da população islandesa. Muitos outros morreram de fome, porque a terra ficou impossível de ser cultivada, ou pelos gases tóxicos que o vulcão continuou a emitir.

Hoje pudemos observar o que a Natureza fez com o que restou a erupção. Campos e campos de larva, coberta por musgo, dando um aspecto meio science fiction ao lugar. Naquele momento muitas fazendas foram cobertas pela fuligem e agora os estudiosos estão fazendo escavações para encontrá-las.

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Outra formação rochosa impressionante é o desfiladeiro Fjaorarjlgúfur. São 100 metros de profundidade e mais de 1 km de extensão, com cascatas e rios no seu interior. Infelizmente chovia muito e não pude apreciar mais devagar. Tirei umas fotos e sai correndo.

Ainda no sul da ilha fomos ver os glaciares. A comparação com os que vimos na Patagônia foi inevitável. E os daqui perdem, porque por conta da fuligem dos vulcões, o gelo é “sujo” e não aquele branco e azul maravilhoso de Ushuaia. Mas uma coisa bastante interessante aqui é que os glaciares estão nos picos das montanhas e suas línguas de gelo correm para terra e formam lagos pequenos, diferente da Patagônia onde vemos paredes e montanhas de gelo, com deslizamentos caindo na água. De qualquer maneira é sempre muito bonito.

Isso tudo deixou a gente muito gelado e foi um alívio chegar ao hotel para um banho quente.

Infelizmente a previsão para amanhã é de chuva forte o dia todo 😕

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