Pelo interior da Islândia: quinto dia

O dia de hoje compensou completamente tudo que perdemos no de ontem. O sol brilhou o dia todo, confirmando que, realmente, deste lado leste o clima é melhor que no sul, apesar de mais frio. E, pelo que me pareceu, se o sul é água (cascatas, glaciares), o leste é fogo, com vulcões, vapores e toda essa atividade vinda de dentro da terra. Não que não tenha água por aqui também, porque água nessa terra é o que não falta, mas parece que aqui a atividade vulcânica predomina.

Depois de pararmos em uma cachoeira, seguimos montanha acima para conhecer a granja localizada no ponto mais alto, a mais de 600 metros de altitude. O lugar chama-se Fjallakaffi e é minúsculo e absolutamente encantador. Casas revestidas com grama, como a casa dos Hobbits, uma igrejinha linda, uma cafeteria simpática. O local se propõe a ser um lugar de esportes de aventura, mas nós ficamos somente por ali mesmo. Até porque, gente, havia uma ventania tão feroz que era difícil caminhar sem ser empurrada pelo vento.

A segunda visita do dia foi a Zona Geotermal de Hverir, um lugar muito incrível, com fontes de lama sulfurosa borbulhante, vapores escapando da terra, poças de água sulfurosa, quentíssima e azulada. Caminhar por ali foi como se estivéssemos andando na superfície de Marte ou algum outro planeta quente. O cheiro de enxofre nos atingia desde longe, mas não impedia de apreciar a beleza do lugar. O vento continuava muito forte. E o medo de ele me derrubar dentro daquelas poças?

Uma das mais importantes fontes de energia na Islândia é geotérmica, aquela gerada pelo calor proveniente do interior da terra, sendo assim uma das energias ditas renováveis. Justamente nessa região há uma das suas maiores usinas, construída na enorme cratera de um vulcão adormecido. Dentro da craterona, fomos ver uma “menorzinha”, algo como uns 300m de diâmetro, com água no seu interior.

Ainda rolou outro vulcão. Esse comum tipo de cratera parecida com o que a gente costuma imaginar: base larga afunilando em cone. Ventava desesperadamente e eu, claro, não sai do ônibus. Mas alguns mais intrépidos encararam a subida até a boca da cratera.

A melhor coisa do dia, uma das melhores da viagem inteira, foi o banho na lagoa de águas quentes, na região do lago Myvatn. Pense você está numa temperatura de 11 graus e mergulhar numa piscina natural com águas a quase 38! Uma delicia! Por conta dos minerais a água parece deslizar sobre seu corpo, como se você estivéssemos em uma banheira de hidratante. Não dava pra levantar mais do que alguns segundos, porque o frio era cruel.

Eu ainda não sabia que essa não foi a melhor coisa do dia. Porque a noite foi de deslumbramento com a aurora boreal, como contei anteriormente.

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