Pelo interior da Islândia: sexto dia

Continuamos seguindo pelo norte em direção a Akureyri, a segunda maior cidade da Islândia, com cerca de 18 mil habitantes (!).

No caminho fomos passando por paisagens muito lindinhas, como se saídas de livros de história da nossa infância. E chegamos a mais cachoeira, que a luz da manhã deixou ainda mais bonita.

Chegamos a Akureyri ao meio dia e, depois de tantos dias vendo apenas vilarejos, olhando-a de longe achamos que é realmente uma cidade grande. Pois uma cidadezinha deste tamanho tem cinemas, teatro, museus e até uma ópera.

Enquanto o resto do povo saiu para um passeio de barco para ver as baleias que habitam o fiorde (200 dólares por um passeio de 1 hora e meia!!), fomos bater perna (já estava sentindo falta) pelas ruazinhas do centro, uma delas sendo rua apenas para pedestres. Confesso que não entendi a necessidade, porque há pouca gente e o tráfego é escasso e educado (você pode atravessar a rua em qualquer lugar que eles param mesmo!).

Como sempre, tudo de muito bom gosto e muito caro. Um simples ímã de geladeira custa 10 dólares, um lindo suéter de lã em tricô com motivos islandeses, pode sair por quase 300 dólares. Agora, loucura mesmo para mim é olhar para os novelos de lã pura, de cores incríveis e não poder trazer um monte. E proporcionalmente nem são tão caras: um novelo de 100g sai por cerca de 15 dólares. Mas não cabe, na mala…

É muito curiosa a relação dos islandeses com seus mitos e histórias tradicionais. Subindo as montanhas do Norte nos deparamos com um magnífico desfiladeiro, com montanhas altissimas de ambos os lados. Pois diz a lenda que esse desfiladeiro foi construído por trolls na antiguidade. Nas livrarias encontram-se muitos livros sobre trolls, elfos e outros “povos escondidos”. Pena que em islandês.

E aí nossa guia nos conta a origem desses povos. Diz a história que um belo dia Deus resolve visitar Adão e Eva para conhecer a família que eles formaram. Eva, tratou de limpar e arrumar os filhos, mas, como eram muito, somente conseguiu aprontar sete deles, os outros ela escondeu. Quando Deus chegou apreciou as crianças, mas perguntou a Eva se eram só aqueles (mesmo sabendo que não eram, claro, porque Deus sabe tudo!). E Eva confirmou que sim, eram só aqueles (coitada, nem lembrou da omnisciência). Dai Deus, cruel como de costume, determinou que as criaturas escondidas nunca mais poderiam ser vistas pelos humanos (os pobres dos filhos escondidos já foram desqualificados), apesar de elas poderem vê-los. Esse povo escondido geraram os elfos, os duendes e as fadas, que só podem ser vistos pelos humanos se eles quiserem. Muito fofo.

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