Bilbao, o antigo e o moderníssimo

Basta um primeiro passeio por Bilbao para a gente já se encantar. Ficamos em um hotel a meio caminho entre a extrema modernidade do Museu Guggenheim e o casco histórico, podendo-se ir a pé de um lado a outro. Como é mais do que sabido, adoro becos, logo naturalmente rumamos na direção do centro antigo. O objetivo do dia era que o passeio nos levasse até o Mercado da Ribeira, onde almoçaríamos.

Depois de me munir de um chip de telefone e dados daqui – 10 euros, 3 Gb, no “El Corte Inglês”, numa promoção ótima – seguimos. Bilbao não tem rio, tem ria, um braço de mar que avança terra a dentro, cortando toda a cidade. Como em toda cidade civilizada, as margens da ria são transformadas em um imenso espaço público, com praças, parques para crianças, banheiros públicos, obras de artes. Do outro lado do parque pequenos edifícios lindos nos fez ter inveja de que mora por ali. Com uma temperatura de 11 graus e um sol tímido foi uma delicia caminhar.

Mas aí o inesperado nos fez uma surpresa: uma feira de artesanato aparece no nosso caminho! A Gabon Art. Ó céus! E é daquelas feira em que o próprio artesão está ali, lhe mostrando seu produto, explicando como faz, puxando conversa. Coisas belíssimas, originalíssimas.

 

E já aí aprendemos sobre a flor símbolo basco, a Eguzklore, ou flor do sol, que aparece representada em varias produtos: broches, pendentes, brincos, quadros de madeira. Diz a lenda que a Eguzklore era pendurada na porta de entrada das casas para protegê-las dos maus espíritos. Os espíritos chegavam pra levar as crianças, mas precisavam adivinhar quantas pétalas tinham a flor. Como não sabiam contar, se perdiam e não levavam as crianças. Tem como não levar uma para casa?

Infelizmente (ou felizmente!) a feira fecha para o almoço às 13 hs (volta a abrir às 17) e tivemos que seguir caminho até o Mercado da Ribeira. E aí, é o seguinte: guarde toda a sua fome para se deleitar nesse lugar. Não pense que vai encontrar restaurantes formais, com menus e pratos normais. O lance ali são os pintxos, que são pequenas porções de coisas deliciosas, normalmente servidas sobre uma pequena fatia de pão. Para ter uma ideia, comi uma coisa deliciosa que tinha: a fatia redonda do pão, uma fatia de presunto de Parma, uma rodela generosa de queijo de cabra e uma geleia de cebola e frutos vermelhos! Aí vc pede uma taça de vinho e paga por isso tudo 3 euros, sendo que o vinho é mais barato que uma garrafinha de água. O Mercado tem um monte de lugares, com suas especialidades e o legal é você ir comendo de um e de outro, provando de tudo. Alguns lugares servem porções de paella ou de pizza, mas, vá por mim, esqueça essas coisas corriqueiras, coma pintxos. Muitos. Variados. E beba Rioja ou cervejas artesanais. Programa absolutamente imperdível!

Depois da comilança nos restou bater perna pelos becos da cidade antiga. Infelizmente (ou felizmente) era hora da siesta do comércio e quase tudo estava fechado. Mas deu pra perceber lugares muito interessantes, com o povo bebendo (e fumando!) nas calçadas. Voltaremos.

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