Uma viagem rapidinha a Montréal

A decisão era um final de semana no Canadá. E ai começa a questão: tão pouco tempo, um país tão imenso, tudo tão lindo para todos lados… onde ir? Na segunda “peneirada” chegamos a que teria que ser na costa leste, por estar mais perto de Nova York (onde eu já estou). Ok, Toronto ou Montréal? Olhe, difícil, viu? Cada uma com seu tipo de atrativo. Sem falar que o meu desejo impossível era ir até London, Ontario, visitar minha amiga Rozane. A informação sobre o charme europeu de Montréal venceu a parada. E fomos.

E Montréal exatamente isso: charmosa como uma cidade européia. Começa pelo idioma, ou pelos idiomas falados. O francês e o inglês falados em cada canto. Em alguns lugares, somente o francês, mas em nenhum lugar somente o inglês. Então, depois de mais de um mês ouvindo e tentando falar o inglês, ouvir um “oui, madame” ou um “désolée” (acho lindo!), foi mesmo uma viagem.

Como todo mundo sabe a cidade é chamada de Montreal (“Montriol”) em inglês e Montréal (“Monrealllll”) em francês (e, é claro, a segunda maneira soa muito mais bonito) porque o Mont Royal dá o contorno da cidade. Lá está o mais belo parque. Uma área extensa de gramados, arvores, locais para descanso, picnic, shows, exposições. E uma completa vista da cidade aos seus pés.

Em um tour de ônibus conhecemos as diversas regiões da cidade e ai tive a surpresa de saber que Montréal é uma ilha, uma vez que é completamente contornada pelo rio Saint Laurent de um lado e o rio Prairie pelo outro, e que existem outras tantas ao redor dela.

Escolhemos ficar hospedados em um dos pontos mais interessantes da cidade, o bairro Plateau Mont-Royal. Lugar imperdível, com bares e restaurantes, cafés e cervejarias legais, ruas de pedestres e muitos, mas muitos mesmos grafites e murais. Em um tour a pé que fizemos soubemos que há todo ano, no mês de junho, o festival dos murais, onde artistas são convidados a colorir com sua arte paredes da cidade, muitas delas no Plateau. Assim, se você gosta de grafites como eu, ande com a máquina a tiracolo, porque a qualquer momento você pode se deparar com desenhos incríveis.

Esse tour a pé foi muito legal porque nos mostrou uma Montréal que não está nos circuitos oficiais de turismo. Conhecemos, por exemplo, um cabaré histórico ainda em funcionamento, o Cleópatra. Aliás, o mercado do sexo é um negócio bastante ativo por lá. Existem clubes de cavalheiros e casa de shows eróticos masculino. E parece não ser uma coisa escondida. Na rua de nossa casa, por exemplo, tinha uma casa de strip tease, a Kama Sutra 😀

No centro da cidade está a Catedral de Notre Dame, com arquitetura inspirada na de Paris. Olhando por fora a gente não se impressiona. Fica bastante claro que a inspiração francesa passou longe dos detalhes do gótico da Notre Dame principal. Mas, quando você entra, a Catedral é realmente impressionante, sem ser pomposa. Quando se para e se olha com mais tranquilidade a impressão é de um grande teatro, com andares de balcões e o altar principal colocado em um semi-circulo que lembra o palco.

Então, pelo pouco tempo que tivemos, fiquei com a impressão de Montréal como uma cidade com o charme da velha Europa, mas com a ousadia de uma cidade mais livre de preconceitos e conservadorismos. Gostaria de voltar e passar mais tempo.

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