Atlixco e Tochimilco

Enfim conseguimos conhecer uma cidade pequenina, como eu imaginava que seriam todas as que já visitamos. Atlixco está a uma hora e meia de Puebla e é também um “pueblo mágico”.

Uma pausa para explicar o que são os “pueblos magicos” aqui no México. Apesar de a primeira vista o nome nos sugerir que algo de magia existiria nessas cidades, na verdade trata-se de uma estratégia de publicidade do governo, denominando assim as cidades que preservam tradições indígenas, coloniais ou religiosas. Atualmente 111 lugares são reconhecidos assim e ganharam o título de “pueblo mágico”.

Contatamos uma agência de viagem e fomos, ao preço de 500 pesos (pouco mais de 100 reais) por pessoa, em uma van para Atlixco e Tochimilco.

Atlixco é aquela cidadezinha tranquila, com ruas arrumadas e floridas, que da vontade de ficar por lá mais tempo do que uma manhã. A cidade é grande produtora de flores e plantas, que movimenta sua economia principalmente nessa época do ano. Por isso ela é conhecida como Atlixco de las flores.

Aqui também tudo está preparado para o dia dos mortos. Um imenso tapete de flores formando figuras se extende por toda uma calçada do Zócalo, que aliás é lindo, com um coreto no centro, árvores imensas e bancos. A cidade tem boa infraestrutura de hotéis e restaurantes, mas não vi muitos turistas por lá.

Há uma bela e colorida igreja da Ordem de San Francisco, mas o mais famoso é a capela de San Miguel, que está em uma colina para qual é preciso algum preparo físico. Levando em conta que se está a 2.000 metros de altura, não é uma empreitada fácil. Dizem que vale a pena, mas meu fôlego não me permitiu ir.

Há muito mais o que ver em Atlixco, mas infelizmente tivemos muito pouco tempo. E lugar para se ficar pelo menos dois dias.

Deixamos para almoçar em Tochimilco e foi a grande decepção. Tochimilco é uma cidade muito pobre, além de ter sido bastante atingida pelo último terremoto de maio de 2018. A cidade não tem um restaurante nem nenhuma infraestutura de turismo. Mas foi interessante conhecer o que chamamos “México profundo”. Comemos, na pequena feira dos produtores locais, cecinas com tortilhas. Cecinas são carnes cortadas em formato de bifes fininhos que são salgadas e secadas ao sol. Depois de 2 dias estão prontas para serem grelhadas e comidas. Uma espécie de carne de sol não muito salgada e finas quase transparentes. Uma delicia. Na feira elas são empilhadas “a céu aberto” e grelhadas em grandes churrasqueiras.

Enfim, voltei com a sensação que deveríamos ter ficado o dia todo em Atlixco.

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