Cholula, quase dentro de Puebla

Cholula está a apenas 11km de Puebla, em um percurso que nos parece não sair da cidade. Podemos dizer que faz parte da “grande Puebla”. Tem uma importância histórica por ter sido o lugar que existe como povoado há mais tempo nas Américas, sendo uma antiga capital indígena do período pré-hispânico. A cidade está aos pés do vulcão Popocatepetl, que só conseguimos ver a silhueta porque, apesar do sol forte, estava muito enevoado.

Mas a grande atração de Cholula é sua pirâmide, a maior do mundo em volume. E o interessante é justamente que não a vemos. Ela foi construída pra dentro da terra, em uma colina. Dizem que quando os espanhóis chegaram destruíram toda a cidade, mas não conseguiram destruir a pirâmide porque não a encontraram. O acesso às suas ruínas é feito por um túnel subterrâneo, que eu, obviamente não entrei (sou uma claustrofóbica confessa). Recentemente eles começaram uma reconstrução que nos dá uma ideia do que ela seria.

No topo da colina está a igreja de Nossa Senhora dos Remédios, com acesso por “milhões” de degraus, pelo que preferi contempla-lá de baixo mesmo.

A informação que tivemos foi que Cholula na verdade são duas: San Pedro de Cholula e San Andrés de Cholula, mas sinceramente não sei ode começa ou termina uma ou outra. Sei que em San Andrés está uma das igrejas mais interessantes da cidade: a Igreja de Santa Maria Tonantzintla.

Um parêntesis para dizer que por onde andamos vimos igrejas em obras. Parece haver um projeto de restauração delas. Em Cholula um taxista nos disse que eles estavam restaurando e depois iriam colocar um teleférico ligando todas elas. Claro que não acreditamos.

A Tonantzintla é um igreja do século XVI, representativa do barroco popular. Seu nome tem origem no idioma náuhuatl e significa “lugar de nuestra madrecita”. A mim me chamou atenção as imagens colocadas na sua fachada. De uma rusticidade comovente.

Também em San Andrés visitamos a igreja de San Francisco Acatepec, construída no século XVII, mas ao contrário da anterior, ricamente ornamentada, com baixos relevos naif em todo teto.

Tanto em Puebla como em Cholula o que me chamou atenção foi um certo descaso com as cidades, mesmo nos locais mais turísticos. Prédios com pintura descascando, águas servidas rolando pelos meio-fios, muito ambulantes vendendo comidas de forma pouco higiênica. Enquanto isso se restauram igrejas. Não sei, não me parece justo. Mas a população adora.

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