Jerez entre tapas e copas

Cheguei aqui com o firme propósito de manter minha dieta de 1.800 calorias. Jurava que conseguiria, que saberia dimensionar as porções e calcular os valores. Pero… como calcular tapas? Pequenas porções que não se pode comer uma só. É possível saber quando vale um jerez? Há diferença calórica entre um jerez amontillado e um oloroso ou Pedro Ximenes? Que fazer? Deixar de aproveitar da maravilhosa cozinha espanhola e ficar comendo saladinhas? Tomar água ao invés do divino “vino”? Acho que não, viu? Vou cair de boca e depois a gente vê. Porque a vida é uma só. E no meu humilde entender a gastronomia espanhola é fantástica.

Tapas são comidas absolutamente espanholas, todo mundo sabe. Pois em Jerez há 10 bares de tapas para cada um restaurante. Claro que os bares de tapas servem também “raciones”, que é uma tapa um pouco mais reforçada, e que, às vezes, é melhor pedi-la porque as tapas podem ser muito pequenas para compartilhar.

Sem duvida esse hábito espanhol de sentar num bar, pedir umas tapas e “unas copas” e ficar de papo a tarde toda, é maravilhoso. Ainda mais que aqui podemos ouvir guitarras e cantores de flamenco. Além do mais as tapas são baratíssimas. Algo entre 1 a 3 euros. Daí que você pode pedir deliciosos embutidos (mesmo a estranha “morcilla”, que é feito com sangue), umas saladas de maionese com lagostim, queijo manchego, salmonete ou boquerones, peixinhos parecidos com nossas gingas só que um pouco maiores, pulpo a gallega, enfim…

Há uma cerveja daqui mesmo (a Cruzcampo), mas não sei dizer se é boa ou não, porque de cerveja não entendo. Mas o jerez é imperdível. E tem de vários tipos: fino, amontillado, oloroso, cream, Pedro Ximenes, com sabores que vão do mais travoso ao mais doce, próprio para acompanhar sobremesas. Na verdade esses foram o que Dete e eu provamos. Ainda faltam alguns, que pretendemos provar até o fim da viagem. Porque também são muito baratos, variando entre 1,50 a 2,00 euros “la copa”. É pra se comer e beber e gastar pouquíssimo!

E de tapas e copas começou a dar saudade de comer de garfo e faca, de ir a um restaurante de mesmo. E encontramos um que nos serviu comida maravilhosa. E mais uma vez me surpreendi com os preços. Um prato de um bacalhau finíssimo me custou 12 euros, um vinho chardonnay, 11 euros a garrafa.

Assim, meus caros, com essas delícias e com esses preços, larguei mão de minhas 1.800 calorias e nem sei em quantas cheguei porque parei de atualizar o meu aplicativo de contagem.

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