Cádiz e o carnaval

Recebemos a recomendação de no sábado irmos à Cádiz. Começaria o carnaval e estaria muito animado por lá. Obviamente não fomos. Se já fugimos da folia no Brasil, cair em outra nem pensar. Assim que fomos na sexta-feira.

Cádiz é a capital da província da qual Jerez faz parte. Está a poucos 40 minutos de trem, a passagem custando 4 euros. E é litoral com porto e praia.

Ao chegarmos já observamos que a cidade se preparava para o carnaval: a prefeitura estava enfeitada com um enorme boneco de bruxa e outro de bobo da corte, havia confete e serpentina no chão e alguns foliões já estreavam suas fantasias. Porque o carnaval ali exige que todos se fantasiem de alguma maneira. Vi uma menina fantasiada de presente, “vestindo” uma caixa (com buracos para os braços e a cabeça) revestida de papel brilhante, ela usando um enorme laço na cabeça. A ideia era que quando ela se abaixasse o laço lembrasse o fecho do embrulho. Criativo e engraçado. Vimos um grupo de rapazes vestidos de escoceses, com saia e tudo e que talvez até fosses escoceses mesmo. E, claro, vimos um grupo com camisetas escrito “samba”, tocando uns tambores como se fosse música baiana, mas que soava como banda escolar em parada de 7 de setembro. Vi, gravei e sai correndo pra não ter nada a ver com aquela marmota.

Em uma enorme praça estava armado um palco e estavam testando o som. Era ali que à noite ocorreria a abertura oficial do carnaval. Havia mesas e cadeiras e algumas pessoas já as ocupavam, como se esperando para um show. Não sabemos como foi.

Cádiz lembra ligeiramente San Sebastian. Talvez por ser litoral, talvez porque tem o mesmo tipo de arquitetura que lembra o final do século XIX. Mas as ruas do centro histórico também são estreitas e curvas, formando nossos amados becos, mas sem o charme de Jerez ou de Arcos.

O que me pareceu foi que aqui o maior movimento turístico se concentra nas praias, que não estão perto do centro, que por suas vez ficou restrito a comércio e lojas de suvenir, sem lugares charmosos para beber ou comer ou tomar um café.

Uma particularidade nas edificações daqui é a presença de torres. Conta-se que as famílias mais abastadas costumavam construí-las para de la monitorar o movimento do porto. Ainda hoje é possível ver varias, principalmente nos edifícios mais perto do mar.

Um lugar muito interessante para comer é o Mercado de Abastos. Além de ser um mercado no sentido estrito, vendendo frutas, legumes, carnes e peixes, há pequenos boxes que vendem comida em pequenas porções e bebidas. Comemos uma deliciosa paella com um cerveja Cruzcampo em um deles.

O grande problema de “day trip” é que a gente tem apenas uma vista do que está mais à mostra nas cidades, perdendo de ver coisas que estão nos recônditos, nos levando a ter impressão errada, sobretudo em cidades maiores. Creio que foi o que aconteceu com nossa ida a Cádiz. Bem que ela merecia uma visita um pouco mais demorada. Fica pra próxima.

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