A contemporânea Oslo

Quem visitou Oslo há 8 ou 10 anos não a reconhece. Se em Copenhagen vimos o surgimento do moderno em meio ao antigo, aqui nos deparamos com uma hipermodernidade. Claro que a parte antiga está lá bonitinha, mas em alguns casos estão sendo deixado de lado prédios antigos e transferindo-se o que funcionava lá para construções recém terminadas. Algumas ainda estão em processo de mudança, como é o caso do Museu Nacional, que sai de um prédio no centro histórico e vai para um prédio moderníssimo, lindo, que lembra uma montanha de neve. Do mesmo modo o Museu Munch, com pouquíssimas obras no prédio original, porque a maior parte já está sendo empacotada para a mudança.

Museu Nacional
Museu Munch

Essa área nova, onde fica o novo Museu Munch e o novo Museu Nacional, está situada perto da porto, e é muito bonita de se ver. Além dessas edificações, há uma rua com um conjunto de prédios de apartamentos também bem modernos, ao ponto de ser conhecido por “barcode”.

Do outro lado, ainda na margem do fiorde, está o Museu de Arte Contemporânea, lindo, moderno, com um jardim de esculturas bonito (apesar de eu não ser muito fã da arte contemporânea). Nas suas cercanias, prédios de apartamentos e de escritórios novíssimos e lindos.

Enfim, essa é a Oslo moderna e rica por causa do seu petróleo, que protege suas riquezas criando um fundo soberano, onde deposita quase a totalidade do que ganha com o petróleo, investindo na modernização do país, na educação e na saúde.

Mas, claro que Oslo preserva sua parte antiga. Por exemplo o belíssimo Parque Frogner, idealizado por Hans Jacob Scheel e construído no início do século XX. O parque tem cerca de 45 hectares e seu desenho reflete bem a época que foi feito. Os portões são um lindo exemplo de art nouveau. No entanto, o mais impressionante mesmo é o conjunto de esculturas de Gustav Vigeland, criadas entre 1924 e 1943, que chega a receber o nome de Parque Vilegand. O primeiro conjunto de esculturas representa a relação pais e filhos no decorrer do seu desenvolvimento. Já o segundo conjunto, colocado ao redor de um bela fonte, representa o ciclo da vida, do nascimento até a morte.

Infelizmente passamos apenas um dia em Oslo. Fiquei com vontade de conhecer um bairro de artistas e estudante que nos informaram ser muito legal, com bons restaurantes e cafés e uma vida cultural bastante agitada. Não deu. Fica prá próxima?

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