No fim do mundo ao Norte: o paralelo 71

A nossa quinta parada foi em Honningsvåg. A cidade em si nós nem vimos porque o grande atrativo daqui era tomar um ônibus, andar cerca de 40 minutos e chegar ao ponto mais ao norte da Europa, o ponto habitável mais próximo do Polo Norte desde aqui, o paralelo 71. O tempo estava tenebroso, nublado, com chuva e vento. E gelado, naturalmente.

Antes de chegarmos lá a guia nos falou sobre a população nativa, o povo sami. Daí paramos em um simulacro de aldeia, com direito a um alce pastando e um cidadão vestido trajes típicos (coitados), além de uma loja de souvenir, naturalmente.

O ponto exato – chamado Cabo Norte (ou Nordkapp) é um imenso promontório, onde há um bem organizado centro de informações (com loja de suvenir), café e sala de conferências onde é exibido um vídeo sobre o significado daquele local.

A vista do promontório é algo deslumbrante. A gente fica sem palavras, sério. Essas demonstrações do poder da Natureza sempre me emocionam muito. Fico olhando para aquilo e pensando em o quanto somos pequenos, em como nós perdemos em coisas insignificantes frente a essa grandeza. Enfim, sempre tenho uma certa epifania nesses lugares. Aqui não foi diferente.

Minutos depois de andarmos pelo promontório, fotografarmos e nos embasbacarmos, baixou o maior nevoeiro. Tomando o chocolate na cafeteria não víamos mais nada. Que sorte que demos!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s