Uma dica de hotel em Paris

Ficamos no TimHotel Torre Eiffel, no 15o. Arr. Eu tinha a informação que se pode ficar em qualquer lugar em Paris, desde que seja perto de uma estação de metro. O Timhotel é isso, fica a uma quadra do metro linha 6, estação Dupleix. Apesar de estar relativamente perto da Torre, não é um lugar cheio de turista, pra quem tem problema com isso. É um hotel pequeno, com quartos pequenos, mas o que chama mesmo atenção é o pessoal, extremamente simpático. Não daqueles simpaticos invasivos, que querem se fazer de intimo, porque destes eu não gosto, mas o simpatico atencioso e prestativo. Tem uma menina, Cristina seu nome, chilena que fala portunhol, segundo ela mesma, que é um primor de atenciosidade.

O hotel tem ainda internet gratis nos apartamentos e por mais 10 euros voce toma um cafe da manhã muito legal. Tem um jardim interno, com mesinhas, que voce pode comprar sua comida e seu vinho e ir comer/tomar lá sem problemas.

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Montmartre, que pena

Optamos por ir a Montmartre no último dia. A idéia era fechar com chave de ouro, fazendo fotos magníficas da cidade toda lá de cima. Amanheceu chovendo… Ó vida, ó azar, como diria Dr. Smith. Passear com guarda-chuva não tem nada a ver, tirar fotos muito menos.

Quando chegamos lá a chuva deu uma treguinha, mas o ceu permaneceu cinzento. Olha que belas fotos deixamos de fazer.

 

 

 

 

 

 

 

Mas, dando uma de Poliana, pelo menos foi no último dia.

A Ópera

 

Se tem uma coisa que não gostei por aqui foi essa região da Ópera. É uma coisa meio opressivamente “over”. A arquitetura da praça me pareceu pesada demais, o espaço meio sufocante e a Opera propriamente dita, uma coisa assim meio sem personalidade. Disse a guia que quando o arquiteto apresentou o projeto a esposa de Napoleão III, ela disse que o predio lhe parecia meio bastardo. Ao que ele respondeu que era pra Napoleão III, majestade. Achei ótimo.

 

 

 

 

 

 

 

Atualização: Era uma coisa que eu já até devia saber, mas não tinha me dado conta: o Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi projetado imitando o Opera de Paris. Bem que eu estava achando ele com cara de conhecido…

Brunch no Sena

Imitando minha querida amiga Ana Celia resolvi fazer um pic-nic/brunch, só que na margem do Sena. Não foi com champanhe e fois gras, foi com Coca-Cola e hot dog, mas pelo menos foi na margem esquerda do Sena, com a Torre Eiffel de fundo. Deu prá quebrar um galho.

 

 

 

 

 

 

 

Demos comida aos passarinhos e ajudamos a mover um carrocel, pedalando umas bicicletas fixas que eles colocaram justamente para gerar energia. É um carrocel sustentável.

Inveja boa do velho mundo

Tudo bem, eles tem muitas centenas de anos mais do que nós, mas tem coisas por aqui que morro de inveja. Uma delas é essa coisa de voce pegar uma bicicleta, sair rodando e depois deixar em outro estacionamento. Bom, se eu morasse por aqui não iria usufruir disso porque sou uma “analfabeta ciclistica”, não sei andar de bicicleta, nunca aprendi e não vai ser agora, na senilidade, que iria aprender. Mas que acho muito bacana, acho.

 

 

 

 

 

 

 

Outra é o sistema de toilletes públicos. Uma beleza. Em pontos estratégicos da cidade há banheiros, grandes, automáticos, limpos. Quando fui experimentar minha claustrofobia deu uns sinais. Como eu iria ficar trancada naquele negocio redondo de metal? E se não abrisse mais? Pedi a Ary pra ficar atento, que qualquer coisa eu esmurraria a porta. Mas, nada. Não é claustrofóbico. É um espaço grande, com lavatorio e até um espelho pra retocarmos o batom. E o legal é o seguinte: sai a pessoa, a porta fecha automaticamente para a limpeza, depois de tudo limpo é liberado a entrada da próxima pessoa. Como diria o amigo de Fá, “primeiro mundo”!

O Quartier Latin

Pode ser porque a vida inteira ouvi falar dele, talvez porque aqui estava o povo que interessava, nos anos 60/70, porque tinha os Cahier de Cinema, enfim, o Quartier Latin vivia no meu imaginário. E achei realmente um lugar muito interessante. Cheio de gente, agitação, musicos tocando na rua, gente dançando nas calçadas, lojinhas com artigos únicos. Ficamos por ali, batendo perna. Se der tempo, quero voltar.

A feira do Boulevard Grenelle

O Boulevard Grenelle tem a característica de ter um viaduto por toda a sua extensão, onde passa o metro linha 6. É uma estrutura de ferro, bonita, nada a ver com uma coisa como o minhocão de São Paulo. Nosso hotel fica numa paralela a ele e é essa linha de metro que utilizamos todo dia.

 

 

 

 

 

 

 

Ontem nos deparamos com uma feira acontecendo embaixo do viaduto. É uma feira que vende fruta, verduras, carnes, comida pronta, comida preparada na hora, roupa, chapeus, sapatos, enfim uma feira de verdade com o aspecto bem de feira de bairro. As comidas davam agua na boca, as frutas e legumes eram lindos, coloridos, frescos. As bananas da Martinica, maravilhosas. Os tomates ainda com os talinhos. A barraca de carnes superlimpa, mesmo vendendo rins, testiculos e bucho (argh!).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por que as nossas não podem ser assim? Por que tem que ser suja, barulhenta, com as verduras amarrotadas?

Ficamos encantados, imaginem. Compramos chapéus, naturalmente.

Pão é algo muito “gourmet” por aqui

Existem as padarias, que são parecidas com as de São Paulo pela variedade de oferta, e existe uma que não sei exatamente como classificar. É uma lojinha de pães, pequenininha, com pães lindos, pouca variedade, mas muito especiais. E caros. Comi uma tartellete ma-ra-vi-lho-sa, hummmmm. Custou quase 3 Euros.

O Louvre

Acho legal ficar comparando as imagens que a gente tinha e a imagem real quando conhecemos o lugar. Imaginava que as tais pirâmides do Louvre fossem no meio de um jardim, longe do predio. Nada, é quase grudado um no outro, quase “parede e meia”. Agora, a sensação do inusitado foi a mesma. É estranho, bonitamente estranho.

Não entramos no museu, não estava mesmo nos planos. Ficamos por ali, olhando as pessoas. Adoro observar as pessoas. Tinha noivas se deixando fotografar, tinhas ciclistas com uniformes malucos, tinha babacas tirando fotos como quem segura a piramide, tinha asiaticos em banda de lata. Uma fauna legal.

Mas, tinha uma coisa que nunca imaginei que existisse: uma livraria especializada em jardins! Só em Paris mesmo.

 

 

 

 

 

 

 

E para manter a tradição de cidade dos amantes, tinha namorados….