Nápoles, a injustiçada

No nosso projeto inicial faríamos de Nápoles o nosso ponto de apoio para conhecer a Costa Amalfitana. Começamos a ler os blogs de viagem e todos falavam de como Nápoles era suja, perigosa, que não era recomendado se ir por lá. Mudamos o roteiro e resolvemos fazer o apoio em Positano. Erro grande!

Nápoles é uma cidade normal e muito interessante. Não é de jeito nenhum “um postal”. Não é prá se tirar fotos fazendo cara e bocas. Não é prá fazer viagem romântica, nem glamurosa. É prá se viver a cidade, sentir o povo, perceber como é viver em uma Itália que contem todo o nosso imaginário do povo italiano. Logo, adoramos!

Na verdade ela é mal cuidada. Prédios pichados, monumentos históricos sem conservação, praças descuidadas. Mas tem coisas lindas, delicadezas dos moradores e igrejas majestosas (como em toda Itália)

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E becos encantadores, como esse, onde encontramos uma tipografia antiquíssima ainda em funcionamento e fazendo parte dela, o “menor museu de tipografia do mundo”.

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Parece ser uma tradição os presépios natalinos. Encontramos muitas lojas que vende as figuras e objetos para eles, muitos de uma delicadeza encantadora.

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O povo é cativante. Alegre, gentil, conversador, estica o papo até não os entendermos mais. Claro que essa impressão é de uma estadia de apenas 3 dias. Ficamos em um B&B muito legal, no Centro Histórico e só conseguimos conhecer essa parte da cidade, mesmo assim parcialmente. Mas comemos bem e bebemos bem, ao nosso modo. E pensamos que merece uma outra visita, com mais tempo.

Ah, e a verdadeira pizza napolitana é a marguerita. E não é servida em vários tamanhos. É um só, do tamanho de um prato. Se quiser comer mais, peça duas.

 

No meio do caminho, Pompéia

A bela baía de Nápoles tem em uma das pontas a própria cidade e na outra, Sorrento. No meio disso, inúmeras cidades que se interligam de tal modo que você não percebe quando saiu de uma e entrou em outra. DSC01671

Para evitar o sofrimento da ida, resolvemos voltar no luxo. Contratamos um taxi grandão, tipo van, de Positano a Nápoles, com uma parada estratégica em Pompéia. Pagamos 180 Euros. Juro a voces que compensou cada centavo. O cara nos pegou na porta do hotel, carregou nossas malas, nos acomodou em um bancos confortáveis e o resto foi só apreciar a paisagem.

Pompéia está há 22 km de Nápoles e, como todos sabem, é um imenso sítio arqueológico, com o que restou da antiga e próspera cidade. Aos pés do Vesúvio, ela foi destruída no ano de 79 dC, pela mais devastadora das erupções do vulcão. (Se quiser ler um pouco mais sobre o que significou para a cidade, esse é um link interessante: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_tragedia_de_pompeia.html). O que restou da cidade ficou encoberto pelas cinzas durante 1.600 anos. Hoje é um lugar histórico importantíssimo para se conhecer um pouco da vida romana. O mais interessante é como muitas estruturas foram preservadas.

A imponência do Vesuvio ao fundo
A imponência do Vesúvio ao fundo

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É uma cidade imensa, surpreendentemente imensa. Ruas, casas, mercados, vilas dos nobres, tudo isso está lá, ainda que em resquícios. Conhecer toda a cidade é coisa para, no mínimo, 4 horas e muita perna pra andar pelas ruas de pedras polidas e, às vezes, escorregadias.

Nossa amiga arquiteta ficou fascinada com o traçado da cidade, as técnicas de construção, os materiais. Mas eu fiquei mesmo enlouquecida com  as pinturas. Algumas estão tão preservadas que não dá pra acreditar que estiveram tanto tempo soterradas. E é porque não fomos nos lugares mais famosos das pinturas, como a Vila dos Mistérios. Mas vi afrescos belíssimos.

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Algumas vilas da nobreza, ainda que compartes reconstruídas, mostram um estilo mais luxuoso de vida. Essa abaixo continha esses afrescos que mostrei antes, mas haviam muitos outros. Todos os cômodos da casa pareciam ter sido ricamente decorados

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Achei super interessante esse piso porque esse foi um padrão de azulejo muito comum no meu tempo de criança e, acho, ainda hoje.

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Enfim, super vale a pena ir a Pompéia. Pague os 13 Euros, entre e passe o dia lá (não se preocupe, tem uma boa lanchonete lá dentro) com um audioguia, tendo uma lição de Arte e História.

Positano, Amalfi, Sorrento: onde ficar?

Primeiro preciso chamar atenção que, para quem não sabe, quem vos escreve é uma senhora madura (não gosto desse termo porque voce pode ser madura aos 20 anos ou chegar ao 80 ainda imatura, mas como não quero dizer que sou uma senhora idosa, da terceira idade ou coisa parecida, fica o “maduro” mesmo), que viaja com amigas da mesma idade, mas que não chega a ser uma “senhôra”, nem uma “senhorinha”, se é que voce me entende. Ainda somos um pouco “levada da breca” (kkkkkkkkkkk, essa denunciou!!!), não gostamos do turismo convencional, nem de luxo e riqueza, mas não dispensamos um certo conforto (por exemplo, ter alguem segurando um cartaz com meu nome no saguão do aeroporto prá me levar pro hotel, é ótimo). Portanto, leiam esse post sob essa perspectiva.

Então, se você que paz e sossego, ficar em hoteis bonitos, comer e beber bem, conhecer a redondeza dentro de um barco ou num carro alugado, fique em Positano. Não espere agito, não espere gente simpática, não espere compras baratas.

Se voce gosta mais do agito, das descobertas, do inesperado, de gente, do colorido que os habitantes nativos dão aos locais turísticos, sem dúvida fique em Amalfi. Existem camelôs, existem coisas mais baratas e existem cafés na praça.

Se voce quiser um meio termo, com lugares para compras boas (há um Empório Armani, mas há também uma Piazza Itália, uma espécie de H&M local), mas também lojas de bugingangas, uma cidade com cara de cidade grande, mas com movimento de cidade pequena, fique em Sorrento.

Ah, e não fomos a Capri por conta de uma informação que recebemos de uma senhora brasileira que estava no nosso hotel. Ela disse que Capri “até que era bonitinha, não era feia, não”. Pense! Sabe quando a gente vai visitar um bebe e não o achando encantador, diz que é fofinho, simpático? Pois assim nos pareceu a impressão daquela mulher sobre Capri. Não fomos!

 

Sorrento, abrindo a baia de Napoles

Pensar em Sorrrento para quem cresceu no tempo que não eram as músicas americanas que dominavam o cenário brasileiro, é lembrar da linda “Torna a Surriento”

Como já contei, havíamos passado por Sorrento na ida para Positano, portanto, agora, tomamos o ônibus de volta.  Sorrento não está mais no que se considera a Costa Amalfitana, já faz parte da província de Nápoles.  É uma cidade de porte médio para os padrões italianos e tem como seu filho mais famoso o poeta Torquato Tasso, que escreveu “Jerusalem Libertada”. E é uma gracinha de cidade. A estação nos deixa numa parte relativamente moderna, com avenidas largas, praças com jardins (o conceito de praça nas cidades mais antigas nem sempre envolvia existência de árvores e jardins) e um comércio mais sofisticado.

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Mas, nos embrenhamos um pouco mais e logo depois da Praça Tasso encontramos os nossos queridos becos, cheios de bugingangas, de coisas curiosas, de lugares de comida. E ai, de cara, compramos novos echarpes, 3 por 10 Euros. É a parte mais antiga de Sorrento, que é bonita, mas não maravilhosa. As igrejas nos pareceram mal cuidadas nas suas fachadas e muitas delas estavam fechadas, como se não se abrissem nunca. Pareceu-me que a cidade está mais voltada para o mar, para os cruzeiros de barco, para as praias (horríveis, como sempre). Em uma delas vimos uma coisa interessante: uma espécie de pier de madeira com uma jacuzzi enorme em uma das pontas. Ou seja, as pessoas vão à praia, mas tomam banho de banheira. E nem sujam os pés.

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Mas a parte mais moderna tem excelentes hotéis, edifícios residenciais bonitos e, provavelmente, caros. Parece ser a parte onde mora a população de maior poder aquisitivo, e onde não vimos turistas circulando, exceto nós, que xeretamos tudo.

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Não sei se retorno a Sorrento.

E ai encontramos Amalfi

Saímos para Amalfi, de ônibus, pelas estradas despenhadeiras. São apenas 16 km, mas se gasta uma boa meia hora pra chegar. E a nossa viagem foi completamente “com emoção”. Em determinado momento, numa das curvas de 90 graus, vinha outro ônibus. De um lado a ribanceira, do outro a montanha e no meio uns 10 cm pros ônibus manobrarem. Cara, foi tenso. Mas a turma era animada, e quando nosso motorista conseguiu passar aplaudimos e gritamos “bravo!”. Antes disso, ele precisou parar o ônibus pra uma senhora descer, depois de ter enchido uns 3 sacos de plástico de vômito, “mareada” com as curvas.

Enfim chegamos, e assim que vimos a cidade, dissemos “é aqui!”. Para o nosso gosto, para nossa maneira de viajar, Amalfi é muito mais interessante que Positano. Não é exatamente um postal, mas tem vida, é um lugar onde pessoas moram. É como se Positano fosse aquela mulher que se arruma toda e não deixa uma ruga aparecer, mas todo dia tem sempre a mesma cara. Amalfi mostra suas rugas, e se transforma, e é alegre e não tá nem ai para que a achem feia ou bonita. E isso ficou claro quando vimos roupas penduradas nas varandas, em pleno lugar onde passam os turistas.

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O principal “point” de Amalfi é a praça da Basílica de Santo André. Linda, ela lembra a de Firenze. Diz que é ai que o santo está enterrado e que seu osso occipital está atras do altar (arrgh! quero ver, não).

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Subir os degraus faz parte e tomar um café na praça tambem. Sentar em um dos lugares e ficar vendo as modas, os turistas bobões (que nem nós), um monte de japones e seus indefectíveis “sticks” (provavelmente com tecnologia mais moderna que bluetooth). Adoro tudo isso.

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Mas, além disso, Amalfi tem becos. Beco, beco mesmo, daqueles que só passa gente. Que são meio que escavados nas rochas e que parece que voce está passando por pequenos túneis. E é ali que estão as casas das pessoas. É um intrincado de beco, subindo descendo, se bifurcado, se trifurcando, que dá medo de se perder por ali.

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Amalfi tem uma rua de comércio vibrante, com lojas finas, mas também com camelôs, quinquilharias (comprei um colar vermelho lindo, de um indiano idem… hehehehe), restaurantes, biroscas, enfim, massa!

O fato é que, no final da tarde, ao voltarmos, ficamos chateadas de ter que voltar para aquela cidade asséptica onde nos hospedamos.

Segundas impressões sobre Positano

Na minha infância, na minha terra, quando uma pessoa era muito bonita o povo dizia “é um postal!”. Pois bem, Positano é um postal, de lindeza. Em qualquer curva das ladeiras que você fotografe, vai sempre achar um ângulo lindo, com as casas maravilhosas se derramando da montanha. Tem hotéis ótimos. O nosso mesmo, apesar de ser um 3 estrelas, é uma maravilha de lindo, de bem localizado, de vista eterna para o azul chumbo do Mediterrâneo. Tudo ótimo, exceto a internet. O Hotel é o Montemare e se você quiser se hospedar nele peça pra ficar num apartamento o mais perto da recepção possível, porque só lá pega bem a internet.

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Pois bem, Positano, tem ótimos hotéis, ótimos restaurantes, umas lojas muito legais com roupas, algumas, muito lindas, de linho ou de algodão mais rústico (caríssimos, todos elas), muitas lojas de cerâmica decoradas, enfim, tudo ótimo. Há apenas, no meu humilde ponto de vista, um pequeno defeito: não tem cara de cidade onde mora gente. Porque não há ruas pra voce caminhar, não há becos nem vielas, somente ladeiras e escadarias infinitas.Não sentimos em nenhum momento um “clima” de cidade. Apesar das ladeiras estreitas com carro passando quase lhe atropelando, lembrarem Santa Tereza, no Rio, não tem a coisa viva e pulsante de lá. Apesar do bando de turista de todo mundo, dos restaurantes e das lojas transadas lembrarem a Praia de Pipa (a primeira impressão de Fatima, inclusive, foi “isso aqui é um Pipão”), no me estado, não tem aquele frenesi noturno de lá.

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E tem a praia, como já falei. Aquele horror, de areia cinzenta pedregosa, que precisa de se usar sapato prá entrar no mar. Mas, talvez o fato de virmos das dunas brancas, das praias lindas do meu nordeste, do mar morninho e acolhedor, encontrar praia que nos chame a atenção vai ser difícil.

Agora, engraçado mesmo é observar que, pela estreiteza das ruas, quase todos os carros da cidade são assim:

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Primeiras impressões sobre Positano

Chegamos e só deu tempo acomodarmos no Hotel e sairmos para jantar, em um lugar perto. E só fomos conhecer mesmo a cidade no dia seguinte. Descemos ladeiras até a praia e o que vimos pelas ruelas estreitas e movimentadas foram lojas e mais lojas. E a linda paisagem das casas nas encostas.

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As lojas são as tradicionais lojinhas de artesanato, mas o que me pareceu mais predominante é o comércio de roupas e as famosas sandálias artesanais. Muitas roupas belíssimas de linho ou algodão rústico, com cortes amplos, que me encantam. Mas, muito, muito caras. As sandálias – que todos os blogs falam delas como sendo típicas daqui e que podem ser feitas sob medicas, são aquele tipo de sandália abertas, rasteiras, com uma tira que vem do dedo até o peito do pé e cheias de pedras coloridas, douradas, brilhantes. Ridículas, enfim. Nem perguntei o preço.

E chegamos à praia. Arreia cor de carvão, como se fosse larva vulcânica, granulosa. Para quem está acostumado com nossa areia branquinha e macia, não dá o menor tesão andar por esta.

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O Hotel em que estamos é lindo, com vista linda, quarto imenso, com decoração clássica, mas o pessoal é de uma antipatia só. Luzia, a menina que serve o café da manhã é a excessão que confirma a regra.

Desde ontem a noite chove, Tempestade mesmo, com raios e trovões. E como adoramos chuva, aproveitamos para ficar em casa, contemplando um cenário de Positano que não está em nenhum folheto de propaganda, com tempo fechado.

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Indo de Roma a Positano

Pense num lugarzinho escondido, esse Positano. De Roma até aqui tomamos, no total, 5 transportes.

  1. Saímos do Hotel Condotti In de taxi até a Estação de trens Termini
  2. Em Termini compramos os tickets rapidinho, pelas inúmeras maquinas automáticas que existem pela Estação. Super amigável, a máquina pode ser acessada em vários idiomas, inclusive Espanhol. Voce escolhe o destino, o tipo de trem e o horário.  Para Nápoles o preço varia, de acordo com o tipo de trem, entre 11 e 60 Euros Compramos o de 11 Euros, que saiu da Estação pontualmente às 10:06 da manhã. O percurso atéNápoles foi de 2 horas e meia, num trem razoavelmente confortável.O eterno problema de voce viajar de trem na Europa é ter que carregar sua bagagem que, se não couber ou voce não conseguir levantar até o bagageiro, tem que ir no meio de suas pernas.
  3. Na Estação Nápoles Central sabíamos que teríamos que tomar outro trem para Sorrento, da companhia Circunvenusiana, uma empresa particular. Mas, onde estava esse terminal? Depois de andarmos pra lá e prá ca, encontramos quem nos informou que tínhamos que descer ao subsolo, dobrar a esquerda e ir até o fim do corredor. Lá estava um tumulto de gente. Entramos na fila do ticket e, sem discussão, pagamos 3,60 Euros por cada e recebemos o ingresso. Eram 14:05 e o trem saia às 14:10. E não foi fácil achar qual a plataforma. Em uma delas tinha escrito Pompeia, e em um “Sorrento” bem apagadinho. Descemos nela, escada abaixo, carregando as malas. Felizmente o trem atrasou, mas quando chegou, a multidão que o cercou prá entrar, não deixava nada a dever aos metrôs de São Paulo na hora do “rush”. Saímos correndo pela plataforma pra tentar encontrar um vagão menos entupido. Entramos e nos esprememos de uma maneira tal que eu fiquei me segurando em Fatima porque não alcançava a barra superior. E, pra desgraça nossa, o trem parava em TODAS as estações. Chegamos 15:40 em Sorrento.
  4. Em Sorrento tinhamos que tomar um ônibus para Positano. Que só saía as 16 horas. Felizmente o ônibus sai da frente da estação de trens, assim que só descemos uns 20 degraus, puxando as malas. Ai chega um ônibus com a tarja “Almafi”. Todo mundo corre e nós ficamos esperando o Positano. Que era aquele mesmo. Lá nós corremos pra enfiar as malas no porta-mala do ônibus e quando Gió foi colocar a dela, o cara já tinha fechado e disse que não abria mais. Ela teve que levar a mala no colo.
  5. De Sorrento para Positano são apenas 13 km, mas se gasta 40 minutos porque a estrada sobe em curvas fechadíssimas, com lugares que mal dá pra passar um carro. Bom, chegamos. Como é uma parada intermediária, já que o ônibus segue pra Amalfi. E haja corre-corre pra tirar as malas. Ai tomamos um taxi até nosso Hotel. Ufa!!!

Vou logo dizendo que não volto desse jeito nem a pau!

Despedida de Roma, mas retornarei!

Nosso último dia em Roma foi assim, tipo, bater perna pra encontrar alguns lugares que ainda não tínhamos visto. Saímos meio sem rumo, esperando encontrar ainda o Pantheon e duas igrejas que tem obras de Caravaggio, pelo qual Fatima ficou completamente apaixonada. Necessariamente passamos pela Navona, para a ultima olhada (nessa viagem, porque outras virão). Olha que ângulo bonito!

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Passamos outra vez pelo Campo de Fiori, porque havíamos passado no dia do toró. E nos deparamos mais uma vez com uma feira. Mas eu queria mesmo fotografar a estátua de Giordano Bruno, que me impressionou.

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E seguimos até o Pantheon. E é impressionante. Por fora é uma estrutura pesada, redonda, com uma entrada com colunas capitolinas muito bonitas, mas o belo mesmo é por dentro. Um espaço circular imenso, com uma abobada imensa e um “óculum” bem no centro. Os textos informam que o diâmetro do espaço mede a mesma altura da abobada: 43 metros e pouco.

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E encontramos a igreja de Santa Maria de Minerva, dois Caravaggios maravilhosos e na frente o elefante de Bernini, que, segundo consta é uma ironia com os elefantes de Anibal. Mas o mais interessante é um Cristo de Michelangelo, que o esculpiu com detalhes da anatomia que foram considerados indecorosos, exigindo-se que se colocasse um detalhe em bronze.

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Umas comprinhas finais na Via del Corso e ciao, Roma. Seguimos para Positano, onde estamos agora.

Vamos ter que voltar, porque tem muita coisa que não conseguimos ver. Uma delas é a Roma subterrânea, com as catacumbas e as estruturas das cidades.

 

Forum Romano, Colosseo e o aniversário do Nonno

O dia amanheceu belíssimo, como se o aguaceiro do dia anterior tivesse lavado e enxaguado o céu. Nosso programa foi conhecer o Coliseu, Colosseo para os daqui. Com esse dia lindo resolvemos ir a pé desde nosso hotel, pela Via del Corso, olhando as lojas. Eram 11 horas da manhã e a rua estava já entupida de gente, acho que por causa do sol.

A Via del Corso começa (ou termina?) na Piazza del Popolo e termina (ou começa?) no Monumento a Vitorio Emanuelle, que fica muito próximo ao Coliseu. Em frente ao Vitorio demos uma parada para olhar a Coluna de Trajano, que é a original e da qual a Antonina é uma cópia. Sentamos para aprecia-la, olhar o movimento, mangar do povo e tirar um selfie.

Monumento a Vitorio Emanuelle
Monumento a Vitorio Emanuelle

A partir dai toda a região é História. E é impressionante. Em frente a Coluna de Trajano, ao lado do Monumento, tem ainda muito bem preservado o Mercado de Trajano, tipo como o primeiro shopping center da História, justo porque era composto por diversas lojinhas dos mais variados artigo.

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Preciso dar os créditos dessas informações a Giovana, que como uma mulher super conectada, comprou um chip com 4 Giga de velocidade de internet. Em todos os lugares históricos, ela chamava os cards do Google e ele nos contava tudo sobre o lugar.Foi ótimo!

Nossa primeira visita foi ao Forum Romano, lugar onde se reunia o povo de Roma para ir aos templos, fazer comércio ou simplesmente passear. O local tem vários monumentos com apenas seus alicerces, mas ainda pode-se apreciar um belíssimo arco de triunfo construído no século VII antes de Cristo, que está praticamente intacto.

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Do Templo de Pólux e Castor restou apenas as colunas, mas são lindas.

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Nessa foto, vê-se à esquerda uma igreja. Pois ela foi construída preservando as colunas capitolinas do Templo de Antonino e Faustina e teve, inclusive suas naves laterais demolidas para melhor apresentar a construção original.

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Confesso que não percorremos o Forum completamente. A extensão é enorme e nos deu fome no meio do caminho.

E fomos comer por ali por perto. Nossa entrada no Coliseu era às 17 horas, o que nos permitia ter um almoço decente. Procuramos pelo becos adjacentes, mas só tinha restaurante daqueles que põem o cardápio com as fotos dos pratos, e eu acho que esse tipo de restaurante não é confiável. Nunca entro neles.

Encontramos um legal e, apesar de todo mundo estar comendo na calçada, preferimos “inside”. E a senhora nos levou por um labirinto de salas até a mais do fundo, onde havia somente nós e uma família comemorando o aniversário de um senhor. Na hora dos parabens (“Tanti auguri a te/Tanti auguri a te, nonno”), cantamos junto com a família e batemos palmas para o nonno, que completava 67, mas tinha cara de mais de 70. Dai que a família nos serviu bolo e champanhe, e brindamos todos pela “felicita” do nonno. Quando eles saíram, deixaram a garrafa de champanhe com quase metade. Fomos lá na mesa e deixamos pros garçons apenas um pouquinho  😀

A verdade é que saímos meio trôpegas para conhecer o Coliseu. Me faltam adjetivos para qualificar a grandeza, a beleza e a arte da engenharia e arquitetura desse monumento. Giovana leu para a gente tudo, mas confesso que não consegui memorizar. Vou ver se ela escreve um post específico sobre isso.

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E eu não o imaginava assim. Pensava que as arquibancadas estavam preservadas e que seria possível caminha por elas. Mas, o mais impressionate são as construções abaixo do solo, onde ficavam os animais e os lutadores que se apresentavam antes dos gladiadores. Esses entravam em glória pela porta principal do coliseu, para serem ovacionados pelo público.

O fim do dia nos brindou com uma luz belíssima de pôr do sol. E assim nos despedimos do Colosseo

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