O Quartier Latin

Pode ser porque a vida inteira ouvi falar dele, talvez porque aqui estava o povo que interessava, nos anos 60/70, porque tinha os Cahier de Cinema, enfim, o Quartier Latin vivia no meu imaginário. E achei realmente um lugar muito interessante. Cheio de gente, agitação, musicos tocando na rua, gente dançando nas calçadas, lojinhas com artigos únicos. Ficamos por ali, batendo perna. Se der tempo, quero voltar.

A feira do Boulevard Grenelle

O Boulevard Grenelle tem a característica de ter um viaduto por toda a sua extensão, onde passa o metro linha 6. É uma estrutura de ferro, bonita, nada a ver com uma coisa como o minhocão de São Paulo. Nosso hotel fica numa paralela a ele e é essa linha de metro que utilizamos todo dia.

 

 

 

 

 

 

 

Ontem nos deparamos com uma feira acontecendo embaixo do viaduto. É uma feira que vende fruta, verduras, carnes, comida pronta, comida preparada na hora, roupa, chapeus, sapatos, enfim uma feira de verdade com o aspecto bem de feira de bairro. As comidas davam agua na boca, as frutas e legumes eram lindos, coloridos, frescos. As bananas da Martinica, maravilhosas. Os tomates ainda com os talinhos. A barraca de carnes superlimpa, mesmo vendendo rins, testiculos e bucho (argh!).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por que as nossas não podem ser assim? Por que tem que ser suja, barulhenta, com as verduras amarrotadas?

Ficamos encantados, imaginem. Compramos chapéus, naturalmente.

Pão é algo muito “gourmet” por aqui

Existem as padarias, que são parecidas com as de São Paulo pela variedade de oferta, e existe uma que não sei exatamente como classificar. É uma lojinha de pães, pequenininha, com pães lindos, pouca variedade, mas muito especiais. E caros. Comi uma tartellete ma-ra-vi-lho-sa, hummmmm. Custou quase 3 Euros.

O Louvre

Acho legal ficar comparando as imagens que a gente tinha e a imagem real quando conhecemos o lugar. Imaginava que as tais pirâmides do Louvre fossem no meio de um jardim, longe do predio. Nada, é quase grudado um no outro, quase “parede e meia”. Agora, a sensação do inusitado foi a mesma. É estranho, bonitamente estranho.

Não entramos no museu, não estava mesmo nos planos. Ficamos por ali, olhando as pessoas. Adoro observar as pessoas. Tinha noivas se deixando fotografar, tinhas ciclistas com uniformes malucos, tinha babacas tirando fotos como quem segura a piramide, tinha asiaticos em banda de lata. Uma fauna legal.

Mas, tinha uma coisa que nunca imaginei que existisse: uma livraria especializada em jardins! Só em Paris mesmo.

 

 

 

 

 

 

 

E para manter a tradição de cidade dos amantes, tinha namorados….

Les Halles

Fomos em busca de uma Fnac, afinal vir a Paris e não ir na Fnac é como para um geek ir a Nova York e não ir na Apple. Olhando o mapa achamos uma que ficava mais perto do hotel, a Fnac Les Halles. E – olha que surpresa boa – estavamos em um shopping enorme!!!! (Tem gente ai torcendo a cara e cuspindo de lado, achando um absurdo se estar em Paris e “perder tempo” em um shopping???).

Ficamos horas na Fnac (só gastei 10 euros), mas achei o Les Halles um lugar muito bonito. É um shopping, mas com história, com o significado do que foi isso aqui antes. De um mercadão sujo e desarrumado, para um mercadão higienizado, com produtos caros. C’est tout la mesme chose.

 

 

 

 

 

 

 

Mas a obra continua. Está tudo sendo reformulado, numa projeção de conclusão para 2016. Vai ter um jardim enorme e outros equipamentos culturais.
Voltarei aqui.

Os cadeados nas pontes

 

 

 

 

 

 

 

Essa é uma das pontes que liga a margem esquerda do Sena à île de la Citè, em frente a Notre Dame. E esse monte de coisa grudado na lateral da ponte são cadeados! Milhões! De um lado e do outro. Não sei o significado, mas como em cada um tem nome de pessoas (geralmente casais) imagino que sejam votos de amor/amizade eternas.

Cada uma que o povo inventa.

Paris: usos e costumes

Como fuma esse povo! Nos cafés de calçada, 3 pessoas sentadas, 3 maços de cigarro em cima da mesa. Sempre que vejo isso me pergunto se há alguma estatística constatando um maior número de pessoas com problemas de saúde devido ao cigarro, em relação a outros países menos “fumante”.

E estamos reparando que o hábito é usar fones de ouvido daqueles enormes, que tapam a os orelhas, e não aqueles pequenininhos tipo Iphone.

Outra coisa interessante é observar as mulheres maduras. Não vi nenhuma com aqueles olhos arregalados que tem as ciquentonas brasileiras. Elas exibem sem pudor suas rugas.