Lisboa, Évora e sul da Espanha

Em setembro de 2000 a cidade de Evora, em Portugal, abrigou um congresso sobre Paulo Freire. Eu tinha começado meu doutorado e estava super interessada em tudo que dissesse respeito a ele. Fui com minha orientadora e amiga Marta e meu amigo Paulo. Depois do congresso ficamos ainda uns dias passeando pelo sul da Espanha. Nosso percurso foi: Lisboa – Évora – Sevilha – Granada – Madrid – Lisboa.

16.09.00 – Chegamos a Lisboa, Tina nos esperava. Logo depois chega Luiz e a imensa surpresa de todas nós: ele não tem dentes! Nenhum!
Fomos almoçar em Sesimbra, uma praia perto de Lisboa, que pertence ao distrito de Setubal. Comemos peixe tambaril e arroz de mariscos, que nos custou 15.300 escudos. O percurso foi muito bonito, com mar e montanha. Vimos Setubal, que tem a enfeirar (é só chegar em Portugal e já começo a usar os verbos no infinitivo) uma fábrica de cimento cinzenta. De Sesimbra só vimos mesmo uma parte da orla marítima, mas me surpreendeu ver mulheres em  topless, mesmo mulheres mais maduras. Ora, pois, o conservador Portugal. No Brasil elas seriam presas.
Sesimbra
Depois do almoço continuamos o passeio. Fomos ao Cado do Espichel, com o Atlantico rugindo embaixo, lembra o Cabo da Roca em Sintra. Há tambem um castelo, mas ninguem sabia nada sobre ele. Na verdade de castelo mesmo ele só tinha os muros externos, dentro é um espaço vazio e uma casa de chá ou algo assim, em estilo mais moderno.
Cabo do Espichel
Cabo do Espichel

17.09.00 – Domingo. Amanhece chovendo. Zeca telefona e passa cedo no Hotel para irmos passear na Alfama. Por sorte parou de chover e fizemos um belo passeio à pé, que é como merece ser feito nesse bairrozinho charmoso, cheio de ladeiras e becos. Almoço na Casa do Alentejo, comendo porco alentejano (carne de porco com almeijas) e estufado de burrego (cabrito ao forno), acompanhado pelo vinho da casa.

Depois do almoço tomamos um comboio (trem) no Cais de Sodré para Cascais. Mais ou menos 20 minutos até lá. Cidade a beira do Tejo, com muitas praias. Lá fomos ao bar “Palm Tree”, um lugarzinho muito legal de um amigo de Zeca, o João Paulo e onde trabalha Flávio, um brasileiro de Mato Grosso. Retorno às 8 da noite, com dia claro.