Dubronivik, uma cidade espantosamente bonita

Quando voce ouve falar em Dubrovinik ou lê os guias turisticos, imagina que ela seja uma coisa pequena, uma cidade murada. Não é exatamente isso. Há uma Dubrovinik nova, cheia de gente, com casas espalhadas por toda borda do Adriático. Mas é uma cidade igual a todas as outras. O que voce tem que fazer mesmo é ir direto para a Cidade Velha, como é chamada.

Mas antes de chegar lá deixa eu contar pra voces o caminho. São 230 km de Podstrana até lá por uma estrada que margeia o tempo todo o mar (margeia o mar é otimo!), logo a velociadade máxima é coisa de uns 60km por hora. Gastamos 3 horas e meia. O caminho é belíssimo e por si só já vale a viagem. Em alguns momentos dá um frio na barriga ver o mar lá em baixo em uma estrada de mão dupla e cheias de curvas fechadas. Mas o mais impressionante são as montanhas que vamos contornando. Uma coisa incrível! Sabe aquelas montanhas de pesadelo? Altas, enormes, de pedra quase branca, sem vegetação, íngremes e ressecadas. Tem momentos que dá um medo, porque são elas de um lado e o mar lá embaixo. Tentei fotografar de dentro do carro. Isso ai é somente um pálido exemplo.

 

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Dubrovinik é outro espanto. A muralha da cidade me impressionou muito. É enorme de alta e larga! Ai voce entra e tem uma cidade enorme lá dentro. Casas e mais casas. Obviamente que hoje em dia convertidas em maquinas de fazer dinheiro, com bares, restaurantes, lojas de souvenirs. E a multidão habitual de turistas, que não nos deixam tiram uma foto decente. Como tinhamos deixado o carro em uma rua lateral, entramos por um portão que nos fez descer (e depois subir) uma ladeira imensa.

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Li que a cidade foi bombardeada em 1991 pela Iugoslávia, destruindo grande parte do acervo histórico (malditos comunistas!!!!!), mas que a Unesco empenhou-se na reconstrução e hoje está quase tudo no lugar de novo. Estão apenas arrumando a cúpula da Catedral, mas isso não é importante. O que eu gosto mesmo são sa vielas, das ruazinhas, de olhar as pedras das calçadas, as portas, imaginando quanta historia elas não “viveram”. O dia estava nublado, por isso esse céu branco. Imaginem que onde está hoje esse jardim era o fosso da cidade.

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