NY: Museu de História Natural

Já tinha visto o Museu de História Natural Americano em pelo menos dois filmes e, de todas as vezes que aqui estive, nunca o havia visitado. Parecia interessante e, pensei, poderia acrescentar mais informação a quem adora assistir o Discovery Channel. E fui.

E, olhe, a menos que você adore 347 crianças ao seu redor, correndo, falando, em grupos escolares, com mães querendo tirar fotos e o menino não parando quieto, ouça um bom conselho que lhe dou de graça: não vá! Mais uma vez ressalvo que isso ocorreu comigo, em um dia específico. Vai que tem dias que o Museu é a maior paz e vocês vão dizer que eu exagero. Mas, para quem já se sente incomodada de querer ver um quadro num museu e ter um guia parado em frente, dando explicações sussurradas ao seu grupo, menino correndo e gritando é muito demais pro meu gosto.

Tirando isso, o Museu é interessante. Bastante didático, é mesmo indicado para quem está se iniciando nas descobertas das Ciências ditas Naturais. Tem salas de geologia, de vida marinha, de grandes mamíferos, de aves, do espaço, enfim, tudo que uma professora de ciências adoraria para mostrar aos alunos. Mas não passa muito disso. Ou seja, para quem assiste o Discovery, nenhuma novidade.

Além de didático, o Museu tem belos dioramas de animais americanos, de animais pré-históricos, em tamanhos naturais e muito bem organizado.

As salas dos dinossauros é uma coisa impressionante. Tem de tudo. Mas, esperei ver aquela discussão sobre se os dinossauros teriam penas, e não vi nada. Era muita coisa.

Achei muito bonita as salas da vida marinha, com tubarões, baleias e aqueles seres luminosos do mar mais profundo.

Estranhamente eles tem mostras de povos primitivos e animais da America do Norte, da Africa, da Europa, mas nenhum da America do Sul. Considerando a importância da Amazonia, achei uma falha grave. Ou será que não vi? Porque, confesso, com aquele barulho, aquele monte de gente tirando foto, não tive muita paciência não. Dei por visto muito rapidinho e fui embora.