O Met para além da 5a. Avenida: o Cloisters

O Museu Metropolitano de Nova York – o Met – é quase que uma visita obrigatória para que vem a essa cidade. É lindo, é enorme, tem de tudo, e está sempre muuuuito cheio de gente. Mas, de tanto expandir seu acervo, o Met precisou também expandir-se fisicamente. Assim, além desse existem outros dois Mets: o Cloisters e o Breuer. Fui visitar o Cloisters.

É uma viagem para ir até o Cloisters para quem está no Brooklyn como eu. São 20km desde minha casa. Mas, se você não se incomodar de passar uma hora dentro de um metrô, a viagem é tranquila. A linha A te deixa praticamente na porta. Bem, mais ou menos, porque até chegar lá você vai percorrer um parque enorme e lindo durante alguns bons minutos. Mas isso só lhe prepara para o que você vai encontrar lá em cima. Sim, o percurso é uma subida.

O Cloisters (Claustro, em inglês) como o nome indica é um antigo monastério beneditino, construído em uma colina no meio do parque Fort Tryon. E, também como era de se esperar, sua especialidade é a arte medieval, sejam esculturas, tapeçarias, pinturas, peças de arquitetura e ornamentos.

Não fosse pelas obras, o lugar é lindo. Com aquela atmosfera monastérica de paz, jardins internos, e uma linda vista para o rio Hudson. Outra grande vantagem é que como fica mais distante, não há multidões como na 5a. Avenida.

O que mais me impressionou foi a chamada Sala do Unicórnio porque aprendi o que significava esse ser mítico na época medieval. Por ser identificado com a pureza e a capacidade de cura e milagres, o unicórnio era, na Igreja Católica da época, identificado com Virgem Maria (pela pureza) ou mesmo com Jesus (pelos milagres). Há uma sala de tapeçaria dedicada a ele, mostrando como foi perseguido e preso. São trabalhos enormes e lindos.

Assim, vale a pena fazer a “viagem” até o Cloisters e mesmo que voce não curta arte medieval, com certeza você vai gostar do lugar, sobretudo se tiver a sorte de um dia de sol e temperatura de 14 graus.